- A Anvisa emitiu alerta de que suplementos de cúrcuma podem provocar danos ao fígado.
- Hepatologistas explicam que pode ocorrer hepatite aguda tóxica ou uma reação parecida com hepatite medicamentosa causada pela cúrcuma.
- Os casos são raros e, na maioria das vezes, há melhora após a suspensão das fórmulas.
- Sinais a observar: pele ou olhos amarelados, urina escura, coceira, enjoo, perda de apetite, dor abdominal e cansaço intenso.
- Em situações mais graves, a agressão ao fígado pode evoluir para insuficiência hepática aguda; o uso culinário da cúrcuma não representa risco.
Os hepatologistas Arthur Nobre e Liz Marjorie comentam os impactos dos suplementos de cúrcuma na saúde do fígado, em resposta ao alerta da Anvisa sobre danos hepáticos. A notícia ressalta que os efeitos são raros, mas relevantes para usuários dessas fórmulas.
Segundo os médicos, a cúrcuma em suplementos pode desencadear hepatite aguda tóxica, inflamação do fígado causada por substâncias químicas. Essa condição difere de hepatites virais e costuma regredir com a suspensão do uso.
Eles acrescentam que, em casos de hepatite medicamentosa induzida por cúrcuma, o organismo apresenta melhora após parar o suplemento. Mesmo assim, sinais como pele ou olhos amarelados, urina escura, coceira, enjoo e cansaço devem levar a avaliação médica.
Sinais de alerta e evolução clínica
A hepatite induzida por cúrcuma pode variar desde alterações discretas em exames até icterícia. A ingestão excessiva pode provocar inflamação nos hepatócitos, com risco de piora se não houver intervenção médica.
Contexto e recomendações
Os especialistas destacam que o uso culinário da cúrcuma, como tempero, não oferece os mesmos riscos. Ainda assim, é essencial monitorar a resposta do organismo e buscar orientação médica se surgirem sintomas.
Observações finais
A entrevista reforça que casos graves são incomuns, mas requerem atenção. A cúrcuma em forma de suplemento não deve ser tratada como item inocuo sem avaliação médica.
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