Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

InPlanet usa pó de rocha para remover carbono e regenerar solos

Brasil abriga programa da InPlanet que remove CO₂ com pó de rocha, regenera solos e gera créditos de carbono, em parceria com a Microsoft

InPlanet aposta em pó de rocha para remover carbono da atmosfera e regenerar solos
0:00
Carregando...
0:00
  • A InPlanet usa intemperismo acelerado de rochas, moendo basalto em pó fino para aplicar no solo e remover CO₂ da atmosfera enquanto regenera solos agrícolas.
  • A empresa nasceu da parceria entre dois alemães e hoje concentra 100% das atividades no Brasil, citando o clima tropical e as reservas de basalto como vantagens.
  • O modelo envolve compra do pó de rocha, doação aos agricultores, monitoramento dos efectos no solo e venda de créditos de carbono no mercado internacional.
  • A aplicação típica varia entre 10 e 20 toneladas por hectare, com benefícios adicionais de fertilidade do solo e menor dependência de fertilizantes importados.
  • Em parceria recente, a InPlanet firmou acordo com a Microsoft para remover mais de 28.500 toneladas de CO₂ entre 2026 e 2028, fortalecendo a maturidade do negócio no mercado.

A InPlanet, climatech que atua na remoção de carbono da atmosfera, concentra 100% de suas operações no Brasil. A startup usa pó de rocha para acelerar o intemperismo natural, promovendo remoção de CO₂ e regeneração de solos tropicais.

Fundada por dois amigos alemães, Felix Harteneck e Niklas Kluger, a empresa nasceu em 2021 após um encontro no Brasil. O objetivo inicial era explorar o mercado de carbono para gerar impacto ambiental e econômico.

A tecnologia envolve moer rochas, principalmente basalto, até virar pó fino e aplicar no solo agrícola. A água da chuva reage com os minerais, formando bicarbonato estável que pode ser levado aos oceanos.

A estratégia da InPlanet é combinar ciência, agricultura e finanças climáticas. A empresa compra o pó, doa aos produtores, monitora impactos no solo e vende créditos de carbono no mercado internacional.

Por que o Brasil

O Brasil foi escolhido pela combinação de clima tropical, chuvas e grandes reservas de basalto, além de uma agricultura de larga escala. Essa configuração reduz custos logísticos e facilita a adesão de produtores.

A InPlanet opera o maior programa brasileiro de intemperismo acelerado, com atividades nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A atuação local contribui para trilhar o caminho de monitoramento de impactos.

Hoje a empresa conta com cerca de 80 colaboradores e projeta expansão. Ela também diz ter emitido o primeiro crédito de carbono do mundo baseado nessa tecnologia.

Além do carbono, a tecnologia traz benefícios para a agricultura: solo mais fértil, microbiota fortalecida e menor dependência de fertilizantes importados. Os resultados podem chegar aos consumidores por meio de alimentos mais nutritivos.

Parcerias e próximos passos

Recentemente, a InPlanet firmou acordo com a Microsoft para remover mais de 28 mil toneladas de CO₂ entre 2026 e 2028. O objetivo é ampliar a maturidade do modelo no mercado global.

O foco atual é consolidar operações no Brasil antes de considerar internacionalização. A ambição a longo prazo é estruturar toda a cadeia do intemperismo de rocha acelerado, desde a origem até a comercialização dos créditos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais