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Menino de 13 anos encontra moeda grega do século III a.C. em plantação

Moeda grega de Troia, de aproximadamente 2.300 anos, encontrada em Spandau sugere contatos entre o Mediterrâneo e o norte da Europa

A moeda é o primeiro objeto da Grécia Antiga descoberto em Berlim
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  • Um estudante de 13 anos encontrou, em um campo em Spandau, Berlim, uma moeda de bronze de aproximadamente 2.300 anos, durante uma visita escolar em novembro de 2025.
  • A peça foi identificada como cunhada entre 281 e 261 a.C. na antiga Troia e representa o primeiro artefato da Grécia Antiga registrado na capital alemã.
  • A moeda foi levada para o laboratório arqueológico Petri Berlin para análise, com a confirmação da natureza do objeto após avaliação de um numismata, cuja leitura da iconografia foi decisiva.
  • No anverso, a moeda mostra Atena com capacete coríntio; no reverso, a divindade aparece com cocar kalathos, segurando lança e fuso, associando-a ao período helenístico.
  • O sítio de Spandau é conhecido como antigo campo funerário da Idade do Ferro, o que levou pesquisadores a considerar a moeda como possível oferenda funerária, abrindo hipóteses sobre contatos entre o Mediterrâneo oriental e o norte europeu.

Um estudante de 13 anos encontrou uma moeda de bronze de cerca de 2.300 anos em um campo agrícola no bairro de Spandau, região oeste de Berlim. A peça foi identificada como cunhada entre 281 e 261 a.C. em Troia, na atual Turquia. O objeto é o primeiro artefato da Grécia Antiga registrado na capital alemã.

A descoberta ocorreu de forma casual durante uma visita escolar, em novembro de 2025. A moeda foi levada ao laboratório arqueológico Petri Berlin para análise. A identificação só ficou clara após avaliação de um numismata, que estudou a iconografia do item para confirmar a origem helenística.

O campo de Spandau é conhecido por ser um antigo sítio funerário utilizado desde a Idade do Ferro. Escavações sugerem cremações humanas e fragmentos de cerâmica, o que alimenta a hipótese de a moeda ter sido depositada como oferenda funerária, não apenas perdida.

Descoberta e contexto

A peça mede cerca de 12 milímetros de diâmetro e pode ter tido menor valor econômico para as populações germânicas da época. Pesquisadores questionam como um objeto do Mediterrâneo oriental chegou ao norte da Europa há mais de dois milênios.

Possíveis trajetos históricos

Entre as hipóteses está uma rede de comércio antiga, como a rota do âmbar que ligaria o Mediterrâneo ao norte europeu. Outra possibilidade envolve movimentos de pessoas, inclusive em contextos militares, ao longo de períodos de confronto ou aliança.

Cruzamentos arqueológicos

A moeda foi cunhada em Troia, uma referência ao universo descrito na Ilíada, ainda que o caráter histórico da obra seja debatido. A origem do objeto reforça a ideia de contatos entre diferentes regiões do mundo antigo, mesmo que o caminho até Berlim permaneça desconhecido.

Considerações finais

Especialistas destacam que, mesmo com avanços, muitas questões permanecem abertas. A moeda permite discutir velhas redes de interação entre culturas distantes e destaca a importância de achados fortuitos para a arqueologia.

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