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Morre Silvano Raia, pioneiro do transplante de fígado na América Latina, aos 95

Morre aos 95 anos Silvano Raia, pioneiro brasileiro do transplante de fígado intervivos, o primeiro no mundo em 1988

Silvano Raia em coquetel de abertura de temporada do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo
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  • Morreu o médico Silvano Mário Atílio Raia, aos 95 anos, na manhã desta terça-feira; a causa da morte não foi divulgada.
  • Foi o primeiro no mundo a realizar transplante de fígado intervivos, em 1988, em publicação na The Lancet.
  • Realizou o primeiro transplante de fígado bem-sucedido na América Latina, em 1985, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, com 20 médicos e 23 horas de duração.
  • Foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Hepatologia e criou a Sociedade Latinoamericana para o Estudo do Fígado; manteve atuação em associações internacionais.
  • O velório público ocorre no Teatro da Faculdade de Medicina da USP, nesta terça, das 15h às 20h; deixa as filhas Paula Raia e Ana Raia e netos.

Silvano Raia, médico e professor emérito da Faculdade de Medicina da USP, morreu nesta terça-feira (28), aos 95 anos. A causa da morte não foi divulgada. Raia ficou conhecido por seu pioneirismo no campo do fígado.

Ele realizou o primeiro transplante de fígado intervivos no mundo, em 1988, descrito em texto publicado na The Lancet. Anteriormente, o primeiro transplante bem-sucedido na América Latina ocorreu em 1985, no Hospital das Clínicas da USP.

Raia nasceu em São Paulo em 1º de setembro de 1930 e formou-se pela USP em 1956. Fez doutorado pela Universidade de Londres, defendido em 1967, e seguiu carreira como livre-docente na USP, tornando-se chefe da Unidade de Fígado do HC e, posteriormente, diretor da Faculdade de Medicina entre 1982 e 1986.

Legado e contribuição médica

Ao longo da carreira, Raia foi fundador de sociedades hepatológicas na América Latina, atuou como secretário da Saúde de São Paulo (1993-1995) e liderou a Unidade de Transplante do Hospital Israelita Albert Einstein (2002-2006). Também integrou associações internacionais de cirurgia.

Na última década, envolveu-se em pesquisas ligadas ao xenotransplante. Em março deste ano, a USP anunciou a criação do primeiro porco clonado da região para o estudo de transplantes de órgãos em humanos, iniciativa que ele apoiou.

Raia deixa as filhas Paula Raia e Ana Raia, além de netos. O velório público ocorre nesta terça, das 15h às 20h, no Teatro da Faculdade de Medicina da USP.

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