- O Conselho Federal de Nutrição proibiu nutricionistas de usar IA generativa para simular imagens de pessoas reais ou resultados clínicos; a regra entra em vigor até noventa dias após a publicação do novo código de ética.
- O código também restringe associação de profissionais com marcas e mantém o veto a fotos de antes e depois, incluindo imagens geradas por IA.
- A medida busca evitar indução de erro nos pacientes, reconhecendo que respostas a dietas variam por genética e fatores ambientais.
- Não se pode substituir o nutricionista por sistemas automatizados na interação com pacientes; há relatos de apps que oferecem consultas sem participação humana.
- Profissionais devem deixar claro o uso de IA ou automação quando utilizado material produzido com apoio tecnológico; violações podem levar a advertência, suspensão ou cancelamento do registro.
O CFN (Conselho Federal de Nutrição) atualizou o Código de Ética e Conduta, proibindo o uso de IA generativa para simular imagens de pessoas reais ou resultados clínicos. A regra, publicada no último sábado, entra em vigor em até 90 dias.
A mudança aborda impactos tecnológicos, sociais e científicos que afetam a prática dos nutricionistas. O CFN explica que a IA tem sido usada nas redes sociais para criar imagens e interpretar exames, o que não estava previsto anteriormente no código.
A principal preocupação é evitar indução ao erro. O CFN destaca que apresentar resultados inatingíveis pode prejudicar o paciente, já que cada corpo reage de forma diferente a planejamentos dietéticos devido a genética e fatores ambientais.
O código mantém o veto a fotos de antes e depois, estendido a imagens geradas por IA, bem como promessas de resultados para dietas, protocolos ou produtos. O objetivo é impedir expectativas irreais que possam comprometer o tratamento e a saúde mental.
Outro ponto estabelece que sistemas automatizados não substituam o nutricionista no contato com o paciente. O conselho recebeu denúncias sobre aplicativos que oferecem consultas sem participação humana, e pode acionar ações previstas em lei.
A norma determina que o profissional deve esclarecer o uso de IA ou automação sempre que materiais produzidos com apoio dessas ferramentas forem empregados. A transparência busca reduzir distorções na relação clínica.
Sobre relação com marcas, o CFN proíbe associar a imagem profissional a alimentos, suplementos ou laboratórios em regra geral. Exceções existem quando o nutricionista atua como responsável técnico ou é sócio da empresa, desde que não haja vínculo com prescrição individual.
As consequências do descumprimento vão desde advertência até suspensão por até três anos ou cancelamento do registro no conselho. A fiscalização pretende coibir práticas que exponham pacientes a riscos técnicos e de referências científicas duvidosas.
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