- Estudo mostra que spray nasal com vesículas extracelulares derivadas de células-tronco neurais humanas reduziu a inflamação no hipocampo de camundongos de 18 meses e melhorou memória em testes cognitivos.
- As vesículas, que carregam microRNAs anti-inflamatórios, foram administradas duas vezes por via nasal com intervalo de duas semanas.
- Seis horas após o tratamento, as vesículas já eram detectadas em várias regiões do cérebro, incluindo o hipocampo.
- Um mês depois, os animais tratados apresentaram melhor desempenho em testes de reconhecimento e localização de objetos, dependentes do hipocampo.
- Os pesquisadores identificaram dois microRNAs-chave; ao removê-los, o efeito anti-inflamatório desaparecia. Estudos em humanos ainda são preliminares e dependem de validação e escalonamento.
O estudo americano testou um spray nasal com vesículas extracelulares derivadas de células-tronco neurais humanas induzidas por pluripotência. O objetivo era avaliar se é possível frear a inflamação cerebral associada ao envelhecimento, especialmente no hipocampo.
Cientistas da Texas A&M University conduziram testes em camundongos de idade equivalente a 60 anos humanos. A intervenção ocorreu com duas doses intranasais, em intervalo de duas semanas, para observar efeitos no cérebro.
O experimento mostrou que, seis horas após a aplicação, as vesículas foram detectadas em diversas regiões cerebrais, incluindo o hipocampo. O transporte nasal facilita o alcance direto ao tecido cerebral.
Um mês depois, animais tratados apresentaram melhor desempenho em testes de reconhecimento e localização de objetos, funções dependentes do hipocampo. O grupo controle não apresentou a mesma melhoria.
Resultados clínicos e mecanismos
A análise molecular indicou redução dos marcadores de inflamação no hipocampo. Proteínas associadas a respostas inflamatórias apresentaram menor concentração nos animais tratados.
Dois microRNAs presentes nas vesículas foram identificados como responsáveis pelo efeito anti-inflamatório. Quando removidos, o benefício desapareceu, comprovando a função dessas moléculas.
O pesquisador sênior Ashok Shetty afirmou que o envelhecimento cerebral pode ser revertido, em teoria, para manter a cognição e a independência. As conclusões são limitadas a modelos animais.
Caminhos futuros e ressalvas
Os autores destacam que resultados são preliminares. Antes de uso em humanos, é preciso definir protocolos de fabricação em larga escala e realizar testes em organismos maiores. A novidade abre caminho para novas linhas de pesquisa.
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