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É seguro usar Wi-Fi público? Entenda riscos e como se proteger

Especialistas alertam que redes públicas costumam carecer de monitoramento, elevando o risco de interceptação de dados; use VPN e ferramentas de proteção

Saiba como se proteger ao usar Wi-Fi em lugares públicos
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  • O Wi-Fi público é prático, mas não foi feito para ser tão seguro quanto redes privadas.
  • Redes privadas costumam ter equipe de segurança, enquanto os espaços públicos geralmente não acompanham esse cuidado.
  • Os principais riscos são: conectar a uma rede falsa ou ter a navegação interceptada, permitindo acesso a dados como CPF, e‑mail ou fotos do celular.
  • Além do roubo de credenciais, criminosos podem instalar malware nos dispositivos conectados.
  • Para se proteger, atualize sistemas, use senhas fortes, ative firewall, utilize um EDR, e prefira VPN para criptografar a navegação.

O uso de Wi-Fi público em locais como restaurantes, shoppings e aeroportos é comum, mas envolve riscos de segurança que precisam ser considerados pelos usuários. A prática vem sendo discutida como um recurso de conectividade rápida, nem sempre confiável do ponto de vista de proteção de dados.

Especialistas apontam que redes públicas não oferecem a mesma proteção de redes privadas, que costumam ter equipes dedicadas à segurança. Em ambientes corporativos, por exemplo, há supervisão constante, o que não é comum em espaços públicos.

Segundo a vice-presidente de Produtos da EXA, o objetivo do Wi-Fi público é a praticidade, não a segurança. Já o professor do Inatel, Guilherme Aquino, explica que redes privadas normalmente contam com governança de segurança que não ocorre em muitos estabelecimentos.

Entre os principais riscos estão a possibilidade de o usuário se conectar a redes falsas ou usar redes reais cuja navegação pode ser interceptada, permitindo o acesso a dados como informações pessoais, senhas e documentos. Também há a possibilidade de instalação de malware nos dispositivos.

Criminosos podem explorar conexões públicas para capturar credenciais de redes sociais e bancos, além de instalar software malicioso nos dispositivos conectados. Em ambos os casos, a exposição de dados é o principal vetor de ameaça.

Para reduzir os riscos, especialistas ressaltam a importância de adotar hábitos de proteção. Manter sistemas atualizados e usar senhas fortes são medidas básicas. Também é recomendável ativar o firewall, utilizar uma solução de detecção de ameaças e, sempre que possível, recorrer a uma rede virtual privada (VPN) para criptografar a navegação.

Medidas práticas:

  • Manter o sistema operacional atualizado
  • Adotar senhas fortes e únicas
  • Instalar um EDR (Endpoint Detection and Response)
  • Ativar o firewall
  • Usar VPN para criptografar a conexão

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