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Cacto que pula: internauta viraliza após ser atacada; entenda o risco

Vídeo em Joshua Tree mostra cacto saltador e risco de perfuração; especialistas orientam evitar aproximação e usar proteção ao caminhar pela área

Conhecida como cholla saltadora, a planta pode se soltar ao menor contato e grudar na pele com espinhos em formato de anzol
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  • internauta viraliza ao relatar ataque de cacto saltador no Parque Nacional Joshua Tree, Califórnia; vídeo soma dezenas de milhões de visualizações.
  • a espécie Cylindropuntia fulgida, ou cholla saltadora, libera parte do caule com espinhos para dispersão e reprodução.
  • o “salto” é acionado por leve toque, vento ou contato, com fragmentos que podem prender na pele como anzol.
  • a planta é originária do deserto de Sonora, no oeste dos Estados Unidos e no México, e pode se desenvolver no Brasil em condições adequadas, porém não é naturalizada.
  • recomenda-se evitar chegar perto de cactos, usar roupas fechadas e, se espinhos atingirem a pele, removê-los com pinças, lavar, usar antisséptico e buscar atendimento médico se necessário.

Um episódio curioso ganhou as redes sociais após uma internauta compartilhar uma experiência no Parque Nacional Joshua Tree, na Califórnia. No vídeo, ela relata ter sido atacada por um cacto e mostra a retirada de espinhos da canela, em meio a uma situação de susto.

O registro viralizou no TikTok, alcançando quase 10 milhões de visualizações. A postagem gerou dúvidas nos comentários sobre se cactos realmente pulam, e qual é a natureza desse comportamento.

O vegetal protagonista é a espécie Cylindropuntia fulgida, conhecida como cholla saltadora. O mecanismo de reprodução envolve o desprendimento de partes da planta, criando a impressão de “pular” ao toque ou ao vento.

Como funciona o salto

Partes do cacto são formadas por segmentos conectados por pontos fraturáveis. Um toque, vento forte ou contato com animais pode fazer com que o pedaço se solte, levando espinhos a se prender na pele ou em roupas.

Especialistas explicam que o salto é, acima de tudo, um método de dispersão; a aderência dos espinhos facilita que o fragmento permaneça em superfícies ou acompanhe animais.

Os espinhos possuem farpas que aumentam a aderência. Em vídeo, observa-se que o fragmento solto pode ficar preso à pele ou à roupa, exigindo cuidado durante a movimentação na área.

A Cylindropuntia fulgida é nativa do deserto de Sonora, entre o oeste dos EUA e o México. Ela prefere solos bem drenados, sol pleno e clima árido, com baixa ocorrência de pragas.

Presença no Brasil e cuidados

No Brasil, a espécie pode se desenvolver em condições adequadas, mas não é natural. Em ambientes com clima úmido, a presença tende a ser restrita a cultivos ou coleções de cactos.

Ao caminhar entre cactos, recomenda-se evitar aproximação excessiva e usar roupas protetoras. Calças grossas e botas fechadas ajudam a reduzir risco de contato com espinhos.

Caso haja contato com a pele, não se deve puxar os espinhos com as mãos. O ideal é usar pinças, puxar devagar e reto, e depois higienizar a área com água, sabão e antisséptico.

Em casos de cholla saltadora, o cuidado precisa ser maior. Os espinhos podem perfurar a pele; se houver ferimento profundo, é aconselhável buscar atendimento médico para remoção adequada.

No geral, o salto de cactos não é comum em todos os Cylindropuntia. Alguns segmentos podem se soltar com maior ou menor sensibilidade, dependendo da espécie e das condições do ambiente.

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