- Earthships são moradias autossuficientes construídas com centenas de pneus cheios de terra, latas de alumínio e garrafas de vidro, criadas pelo arquiteto Michael Reynolds na década de setenta.
- O design usa massa térmica nas paredes de pneus e áreas parcialmente enterradas para manter a temperatura estável sem ar-condicionado, com énfase em ventilação natural e iluminação difusa.
- A água potável vem da chuva e da neve, coletada pelo telhado e armazenada em cisternas subterrâneas; o sistema filtra a água com biossand e reutiliza água cinza e negra em etapas de cultivo e evaporação.
- Existem Earthships em várias regiões, incluindo Greater World, em Taos, Novo México, além de projetos no Uruguai, Espanha, Colômbia e Austrália; o método enfrenta desafios regulatórios e de mão de obra qualificada.
- A construção típica envolve cerca de 500 a 700 pneus, 40 mil latas e milhares de garrafas, com custo estimado de US$ 225 por pé quadrado, variando conforme materiais reciclados e mão de obra.
nestled no deserto, moradias chamadas Earthships mostram como viver sem dependência da rede pública. Construídas com pneus cheios de terra, elas prometem conforto térmico e água potável em qualquer clima extremo.
Desenvolvidas na década de 1970 pelo arquiteto Michael Reynolds, em Taos, Novo México, as Earthships utilizam materiais reciclados como paredes e elementos de vidro para iluminação. O conceito busca autonomia, com foco em sustentabilidade e baixo impacto ambiental.
O que são as Earthships
As Earthships são moradias autossuficientes que combinam massa térmica, captação de água da chuva e energia solar. Paredes de pneus compactados com terra funcionam como bloco estrutural, ajudando a manter a casa estável a temperaturas constantes.
A construção também utiliza latas de alumínio, garrafas de vidro, barro e madeira. O desenho prevê isolamento natural, com áreas parcialmente enterradas e fachadas que favorecem a entrada de luz solar para aquecer no inverno.
Como funciona a regulação de água e energia
Toda água vem da chuva e da neve, captada pelo telhado e direcionada a cisternas subterrâneas entre 10 e 20 m³. O sistema filtra a água com biossand tornando-a potável, enquanto a água cinza é usada em jardins internos e a água negra passa por evaporação e compostagem.
Em termos de energia, painéis solares alimentam baterias e inversor, atingindo de 5 a 20 kWh/dia de geração, operando off-grid. A estufa integrada na face sul facilita o cultivo de alimentos o ano todo.
Materiais e custos
Uma Earthship típica utiliza entre 500 e 700 pneus, 40 mil latas de alumínio e milhares de garrafas de vidro. As latas formam paredes internas com barro e as garrafas criam efeitos de luz difusa, reduzindo consumo elétrico.
O tempo de construção varia entre 6 e 12 meses para uma equipe dedicada. O custo estimado é de cerca de US$ 225 por pé quadrado, com possibilidade de redução via materiais reciclados e mão de obra voluntária.
Exemplos e desafios locais
A maior concentração fica no Greater World, em Taos, com mais de 100 unidades. O projeto já se espalhou para Uruguai, Espanha, Austrália e Colômbia, com adaptações em climas tropicais.
Entre os principais entraves estão a regulamentação de códigos de construção que não costumam prever pneus e a necessidade de mão de obra treinada para a correta compactação da terra. A manutenção de baterias e filtros também exige atenção, embora moradores relatem custos operacionais baixos após a instalação.
Entre na conversa da comunidade