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Como se forma a chuva de granizo: fatores atmosféricos e condições

Granizo pode danificar casas, interromper vias e exigir transferências em unidades de saúde; pedras variam de milímetros a dezenas de centímetros

Tempestades de granizo têm chamado atenção no Brasil pelos estragos causados. O fenômeno ocorre quando gotas de água congelam em grandes altitudes, formando pedras de gelo que caem com força, podendo provocar danos e riscos à população.
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  • O granizo se forma em nuvens de tempestade, especialmente cumulonimbus, quando correntes ascendentes levam gotículas super-resfriadas a grandes altitudes e elas congelam ao entrar em contato com poeira ou gelo.
  • Esses embriões de granizo crescem em camadas, alimentados por água líquida que se congela ao redor, até ficarem pesados o bastante para cair.
  • As pedras variam de poucos milímetros a até 200 milímetros de diâmetro, com granizos grandes que podem causar danos significativos.
  • Exemplos extremos: na Dakota do Sul, Estados Unidos, houve pedaço de granizo com 20 centímetros e 880 gramas; em 2022, Minas Gerais teve chuva de granizo que deixou ruas tomadas por gelo e áreas afetadas.
  • O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) classifica pedaços pequenos de gelo abaixo de cinco milímetros como bolas de gelo, bolas de neve ou granizo mole, enquanto para leigos tudo é granizo.

O granizo é formado durante tempestades quando correntes ascendentes carregam gotículas de água a altitudes elevadas. Nessas camadas frias, as gotas super-resfriadas congelam ao entrar em contato com poeira ou gelo.

Essas partículas inicias, chamadas de embriões de granizo, ficam suspensas pelas correntes de ar, crescendo conforme a água líquida ao redor se solidifica. Quando pesam demais, caem como chuva de granizo.

Pedras de gelo variam de milímetros a centímetros. Formatos irregulares são comuns, e granizos menores costumam passar despercebidos, enquanto peças maiores podem causar danos relevantes.

Alguns eventos de granizo atingem tamanhos extremos. Em imagens registradas fora do Brasil, foram encontradas pedras com até 20 cm e quase 1 kg de peso. Tais impactos elevam riscos a pessoas, veículos e imóveis.

No Brasil, episódios como o de Minas Gerais em 2022 deixaram ruas cobertas de gelo e dificuldades de tráfego, com relatos de carros atolados e danos a estruturas. Em Uberaba, uma UPA teve atendimento interrompido por danos no corredor e em salas.

Segundo o INMET, pedaços de gelo inferiores a 5 mm são classificados como granizo mole, bolas de gelo ou bolas de neve. Na prática, o público costuma chamar de granizo qualquer portionamento semelhante.

Granizos podem danificar casas, carrocerias e utensílios domésticos, conforme ocorrências registradas em diferentes regiões. A gravidade depende do tamanho, da densidade e da velocidade de queda.

Especialistas destacam que a formação está associada a nuvens de cumulonimbus, típicas de tempestades intensas. Monitoramentos meteorológicos visam alertar a população sobre riscos de danos materiais e ferimentos.

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