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Dragão-vela: lagarto com vela na cauda que corre sobre a água

Dragão-vela, lagarto semiaquático da Indonésia e Filipinas, destaca-se pela vela na cauda; classificação indica vulnerabilidade pela degradação ambiental e tráfico

Foto: Wikimedia Commons/Andrea Glässer-Trobisch e Dietmar Trobisch
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  • O Dragão-vela é um lagarto semi-aquático da Indonésia e das Filipinas, conhecido pela vela na cauda que os machos exibem para comunicação e reprodução.
  • Pode medir até 1,2 metro de comprimento e vive próximo a rios, manguezais e florestas úmidas; é capaz de caminhar, nadar e até percorrer pequenas distâncias sobre a superfície da água.
  • Pertence à família Agamidae e, entre as espécies, destacam-se Hydrosaurus amboinensis, Hydrosaurus pustulatus e Hydrosaurus weberi, com variações de cor e distribuição. Em 2020, foram confirmadas duas novas espécies distintas.
  • A dieta é onívora, com filhotes comendo insetos, ovos e crustáceos, e adultos consumindo mais vegetação, frutas e flores; a reprodução ocorre por postura de ovos em solo úmido.
  • Todas as espécies são consideradas vulneráveis pela União Internacional para a Conservação da Natureza, exceto o hidrossauro-filipino (Hydrosaurus pustulatus), classificado como quase ameaçado; a degradação de habitats e o tráfico aumentam os riscos.

O Dragão-vela é um lagarto semi-aquático encontrado em regiões tropicais da Indonésia e das Filipinas. Conhecido como Hydrosaurus, o animal chama atenção pela vela alongada na ponta da cauda, mais desenvolvida nos machos e associada à exibição territorial.

Com corpos robustos e cauda longa, os dragões-vela chegam a 1,2 metro de comprimento. Vivem próxima a rios, manguezais e florestas úmidas, onde encontram abrigo e alimento com facilidade. Podem percorrer a superfície da água por curtas distâncias.

Distribuição, taxonomia e aparência

Pertencem à família Agamidae, com espécies como Hydrosaurus amboinensis, H pustulatus e H weberi. A subordem inclui iguanas e camaleões. Em 2020, foram confirmadas novas espécies, ampliando a diversidade do grupo.

Comportamento e ecologia

São nadadores ágeis e escaladores, usados para escapar de predadores. Em situações de risco, mergulham e permanecem submersos por períodos para evitar aves de rapina e serpentes. A vela da cauda funciona como sinal de acasalamento e defesa.

Coloração e dieta

A paleta varia entre verde, marrom e cinza, com padrões que ajudam na camuflagem. Em algumas espécies, surgem tons azulados durante a reprodução. Dieta onívora: filhotes consomem insetos e pequenos crustáceos; adultos predominaram vegetação, frutas e flores.

Tamanho, reprodução e longevidade

Machos adultos podem pesar entre 1,3 e 2,2 kg, com lençóis de até 1,2 m. Fêmeas são aproximadamente um terço menores. A reprodução ocorre por postura de ovos em solo úmido protegido. Legenda: filhotes nascem independentes.

Conservação e ameaças

Estima-se que as espécies possam viver até 25 anos. Todas são classificadas como vulneráveis, exceto o hidrossauro-filipino, considerado quase ameaçado pela IUCN. Destruição de habitats e tráfico de animais exóticos são riscos adicionais.

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