- A ferrovia argentina Ramal C-14 é uma das mais altas do mundo, com embarque a 3.775 metros de altitude em San Antonio de los Cobres, no percurso pela Cordilheira dos Andes.
- O projeto, idealizado nos anos 1920 pelo engenheiro Josep Rauch e construído entre 1921 e 1948 pelo norte-americano Richard Fontaine Maury, contou com cerca de 1.300 operários ao longo de 27 anos.
- O trajeto passa por pontos marcantes como Puna Salteña e a travessia do Viaduto La Polvorilla, destacando-se pela engenharia e pelas paisagens.
- A viagem começa em Salta, com parada em El Alfarcito (2.800 metros de altitude) para conhecer costumes locais, e segue até o embarque no trem no alto a 3.775 metros.
- Mesmo com a altitude, não é a mais alta do mundo: a Qinghai–Tibet Railway, na China, chega a 5.072 metros; também são sugeridos cuidados de adaptação, como água, evitar álcool e vestir roupas em camadas.
A ferrovia conhecida como Ramal C-14, na Argentina, é uma das mais altas do mundo. A linha liga o país ao Chile e oferece um trajeto extremo entre altitudes elevadas, com paisagens da Cordilheira dos Andes. O passeio é descrito como uma experiência de aventura.
A rota tem início em Salta, costuma sair de ônibus e percorre áreas históricas como a Quebrada del Toro e o Campo Quijano. No percurso, pontos de interesse natural e cultural se sucedem, atraindo visitantes que buscam panorama único.
A viagem culmina no embarque do trem a 3.775 metros de altitude, em San Antonio de los Cobres. O trajeto permite observar a travessia de regiões quase alpinistas, onde a altitude impõe cuidados específicos aos viajantes.
Origens e alcance
A ferrovia faz parte do Ramal C-14, concebido nos anos 1920 para ligar a Argentina ao Chile. Foi idealizado pelo engenheiro alemão-argentino Josep Rauch e construído pelo norte-americano Richard Fontaine Maury entre 1921 e 1948.
Ao longo de 27 anos, a obra contou com cerca de 1.300 operários e enfrentou condições extremas de altitude. O projeto buscava integrar mercados e facilitar transporte entre os dois países.
A passagem pelo viaduto La Polvorilla, na região da Puna Salteña, é um dos destaques do trajeto. A estrutura representa um marco de engenharia legado da construção ferroviária.
A alcunha Trem para as Nuvens remete a um documentário dos anos 60 que mostrava o trem a vapor misturando-se às nuvens. Hoje, turistas observam uma paisagem que continua impressionante.
Apesar da altura, a linha não é a mais alta do mundo. A Qinghai–Tibet Railway, na China, atinge 5.072 metros no ponto mais alto. Ainda assim, o Ramal C-14 permanece entre as maiores altitudes ferroviárias.
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