- A pesquisa Reset da Mesmice, parceria entre Heineken e Box 1824, aponta que 42,9% dos brasileiros não conseguem distinguir gosto pessoal do sugerido por algoritmos.
- 38,7% desejam ter um gosto mais singular, e 70% sentem necessidade de um roteiro antes de sair de casa.
- 31% indicam reduzir a dependência de recomendações digitais como meta de bem-estar; 46,9% valorizam conexões profundas fora da tela, com 73,9% preferindo conhecer pessoas ao vivo.
- Frequência de descoberta musical por algoritmos é alta (60,9%), mas 49% não sabem difundir entre descoberta pessoal e sugestão da plataforma.
- Cerca de sete em cada dez brasileiros dizem ter perdido a capacidade de explorar músicas sem direcionamento; festivais aparecem como espaço de descoberta e socialização.
A pesquisa realizada pela Heineken, em parceria com Box1824, aponta que 42,9% dos brasileiros não conseguem distinguir gosto pessoal do sugerido por algoritmos. Ao mesmo tempo, 38,7% desejam recuperar um gosto mais singular. O estudo ouviu mil pessoas entre 25 e 45 anos em todas as regiões.
Conduzida sob o guarda-chuva da campanha Algoritmo, iniciada em 2026, a pesquisa Reset da Mesmice analisa como a lógica das plataformas molda comportamentos. O objetivo é entender o peso do algoritmo na descoberta, na espontaneidade e na imprevisibilidade do dia a dia.
Igor de Castro, diretor de comunicação e branding da Heineken no Brasil, afirma que os algoritmos ajudam na previsibilidade, mas impactam também a vida social. A empresa defende uma experiência offline e propõe uma rede social que valoriza encontros reais.
A Heineken vem adotando estratégia de socialização fora das telas desde 2024. Em 2024 lançou um celular antigo para ligações e, em 2025, uma câmera analógica em parceria com NOTTHESAMO, além de trazer Joe Jonas para a campanha Social Off Socials. Castro comenta o objetivo da marca.
Segundo o estudo, 70% dos entrevistados sentem necessidade de um roteiro antes de sair de casa, para não perder detalhes que interessam a cada pessoa. Francisco Formagio, da Box1824, enfatiza a perda da magia diante da hiperinformação.
A pesquisa também aponta que 23,4% citam a perda do fator surpresa como custo da recomendação algorítmica. Pesquisadores destacam a busca por identidade e por vivências menos repetitivas como resposta a esse efeito.
A busca por autonomia na era da padronização
Dados da Box1824 mostram que 42,9% não distinguem gosto pessoal de sugestão algorítmica, enquanto 35,4% valorizam momentos imprevisíveis. Um terço dos entrevistados escolhe bares por indicação de amigos, não por redes.
Entre os entrevistados, 46,9% consideram que as conexões mais profundas acontecem fora das telas. Quase metade afirma que as melhores experiências são presenciais, sem mediação digital. 73,9% preferem conhecer pessoas ao vivo.
O estudo aponta ainda que 33,6% buscam produtos e experiências que fogem de fórmulas prontas, demonstrando desejo de retomar o controle sobre as decisões.
Dinâmica das relações e do consumo
O algoritmo impacta a forma como as pessoas interagem. Um quarto admite que o gosto é moldado pela exposição repetida a temas, o que aumenta a chance de escolhas padronizadas. Setores de entretenimento e consumo sentem esse efeito.
Com relação aos relacionamentos, 46,1% afirmam que as melhores experiências são longe das telas. 80% gostam de marcas que estimulam a quebra de bolhas, segundo o estudo. A pesquisa aponta o papel das marcas como facilitadoras de encontros reais.
A mensagem é que a busca por autenticidade passa pela convivência com pessoas e experiências presenciais. Ao mesmo tempo, o cansaço mental causado pelo scrolling é citado por 25,7% dos participantes, que buscam equilíbrio com a vida offline.
A natureza e atividades ao ar livre aparecem como estratégias de recarga. A prática de corrida é destacada por mais de 60% como forma de autonomia e socialização sem depender de algoritmos, alinhando bem com ações da Heineken 0.0 em corridas regionais.
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