Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mofo em casa pode afetar crianças, pneumologista explica riscos e proteção

Outono eleva a umidade em casa e favorece mofo, aumentando o risco respiratório em crianças; ventilação, purificadores e higiene ajudam

Pneumologista pediátrica explica os riscos reais da umidade no outono e se o mofo em casa faz mal ou não para as crianças — Foto: Magnific
0:00
Carregando...
0:00
  • O mofo se desenvolve em ambientes com umidade alta e ventilação baixa, comum no outono, e pode irritar vias aéreas, provocar tosse, coriza persistente e crises em quem tem asma ou rinite.
  • Crianças são mais vulneráveis; a presença de mofo pode piorar sintomas respiratórios, principalmente ao acordar, à noite ou em cômodos específicos.
  • Locais de maior risco: banheiro, quarto da criança, área de serviço e cozinha, onde água, roupas úmidas e cortinas podem aumentar a umidade.
  • Dicas de ventilação: abrir janelas entre 10h e 15h por 15 a 20 minutos, com janelas em lados opostos; em dias de poeira ou vento forte, manter as janelas fechadas e usar purificador de ar.
  • Medidas práticas: manter a vacinação em dia; manter a casa ventilada; cuidar da roupa de cama e higienizar ambientes para evitar mofo, com atenção especial ao teto do banheiro, colchões e cortinas.

O mofo em casas durante o outono pode afetar a saúde de crianças. O problema surge quando a umidade aumenta e o ar fica estagnado, favorecendo fungos que liberam esporos no ambiente. Sintomas como tosse, nariz entupido e espirros podem se agravar.

A pneumologista pediátrica Talia Andrea Soria Muñoz, do Hospital Vila Nova Star, explica que o principal risco está dentro de casa, escola e creche. Ar fechado, poeira, ácaros e fungos elevam a possibilidade de irritação respiratória.

Crianças pequenas, idosos e quem tem asma ou rinite estão entre os grupos de maior vulnerabilidade. Se sintomas pioram em casa e melhoram quando ficam fora, isso pode indicar relação com o ambiente, segundo a médica.

O mofo aparece principalmente no banheiro, onde a água quente e a ventilação limitada favorecem o crescimento. No quarto, colchão, travesseiro e cortinas acumulam umidade; brinquedos de pelúcia e tapetes também acumulam umidade.

Para identificar a causa, Talia orienta manter um diário dos horários e locais dos sintomas. Se a criança piora após retornar para casa, o ambiente pode ser o gatilho. Medidas simples ajudam a prevenir doenças respiratórias.

O cuidado com a ventilação é essencial: abrir janelas em horários quentes, de 10h às 15h, por 15 a 20 minutos, com nascimento de ar de lados opostos. Em dias de poeira ou vento forte, recomenda-se manter o ambiente fechado e usar purificador de ar.

Dados sobre equipamentos ajudam na organização: ar-condicionado limpo, com filtros trocados a cada três meses, reduz alérgenos. Purificadores com filtro HEPA mostram benefício comprovado. Umidificadores só quando a umidade ficar abaixo de 40%.

Três dicas práticas para o outono: manter a vacinação em dia, ventilar a casa diariamente e cuidar da roupa de cama. Trocar lençóis semanalmente, lavar travesseiros mensalmente e expor colchão ao sol quando possível.

Não se deve esperar a piora para agir. Tratar o ambiente e a saúde da criança são estratégias complementares. Caso os sintomas persistirem ou ocorrer febre ou dificuldade para respirar, procure um especialista.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais