- Musk reafirmou que foi enganado pela OpenAI sobre a missão sem fins lucrativos e o caso ocorre em um tribunal de Oakland, Califórnia.
- O segundo dia de depoimento foca em e-mails entre Musk e executivos da OpenAI sobre uma possível estrutura com fins lucrativos; ele disse que aceitava lucro apenas se fosse uma subsidiária da organização sem fins lucrativos.
- Advogados discutem controle, financiamento e participação; as mensagens mostram tensões entre Musk e Sam Altman e Greg Brockman, sob a supervisão da juíza Yvonne Gonzalez Rogers.
- A OpenAI sustenta que o processo busca prejudicar a empresa frente à concorrência da xAI; a Microsoft investiu US$ 10 bilhões em 2022, valuando a OpenAI em US$ 20 bilhões.
- O julgamento ocorre enquanto a OpenAI avalia um possível IPO; o júri de nove pessoas dará diretrizes sobre medidas a serem tomadas e sobre a eventual reversão da estrutura da OpenAI.
Elon Musk afirmou, no tribunal de Oakland, Califórnia, que foi enganado pela OpenAI, pelo CEO Sam Altman e pelo presidente Greg Brockman sobre a missão sem fins lucrativos da empresa. O depoimento na terça-feira e na quarta-feira (29) foca em e-mails internos que discutiam uma possível estrutura com fins lucrativos.
O caso envolve uma disputa sobre a origem da OpenAI e a eventual transição para um modelo com lucro. Musk sustenta que foi enganado e que houve descumprimento de compromissos sobre manter a organização sem fins lucrativos. A OpenAI nega e afirma favorecer a concorrência com a empresa dele, a xAI.
Musk utiliza mensagens privadas para sustentar suas acusações. Os advogados da OpenAI questionam as contribuições dele e se a ideia de lucratividade partiu dele. Em várias trocas, Musk foi instado a responder apenas com sim ou não.
O interrogatório prossegue na quinta-feira (30). A OpenAI encerra a fase de perguntas, seguida pela segunda rodada de indagações de Musk. O caso ocorre em meio a planos da OpenAI para um possível IPO e maior captação de recursos.
Musk admitiu, em 2017, ter avaliado a criação de uma empresa de benefício público com fins lucrativos em nome da OpenAI. Ele afirma ter buscado garantir que o controle ficasse com a organização sem fins lucrativos.
O executivo alegou que financiou amplamente a OpenAI e que o controle da estrutura foi uma exigência para manter a direção desejada. Em mensagens, ele afirmou ter entendido que os cofundadores pretenderam uma participação maior na empresa lucrativa.
A Microsoft, que investiu US$ 10 bilhões na OpenAI em 2022, também aparece no debate. Musk disse ter perdido a confiança em Altman após o acordo de avaliação da empresa, estimada hoje em US$ 20 bilhões.
Segundo provas, Musk enviou a Altman um link sobre a avaliação da OpenAI e afirmou ter se sentido enganado. Altman respondeu que o ganho de participação seria considerado ao definir limites de lucro.
O advogado da OpenAI, William Savitt, cobrou consistência entre depoimento e declarações públicas de Musk, inclusive sobre a participação de Musk na OpenAI e na ideia de lucratividade. A tensão entre as partes ficou explícita durante o interrogatório.
Savitt questionou se Musk propôs, em algum momento, que a OpenAI criasse uma divisão com fins lucrativos para competir com grandes players. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers pediu foco nas respostas diretas durante o processo.
No dia anterior, o primeiro dia de depoimento, Altman acompanhou o andamento do caso no banco dos réus. Musk argumentou que teve papel central na criação da OpenAI para beneficiar toda a humanidade, com código aberto.
O júri de nove pessoas orientará a decisão da juíza sobre medidas como possível reversão da OpenAI à estrutura sem fins lucrativos. Também está em agenda a avaliação de indenizações elevadas pedidas pela defesa de Musk.
Antes da abertura dos depoimentos, Rogers reforçou a necessidade de evitar descrições públicas que comprometam a lisura do processo, pedindo aos envolvidos que moderem o uso das redes sociais.
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