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Operação investiga esquema que fraudava tratamento para autistas em SP

Operação Descredenciamento desmonta esquema de laudos falsos que fraudava tratamentos para crianças com TEA; 12 mandados na capital e em três cidades, envolvendo 40 policiais

Operação Descredenciamento: policiais agiram para desmantelar esquema que atingia crianças e seus familiares (Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo/Divulgação)
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  • Doze mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil na capital e em Barueri, Mogi das Cruzes e Jacareí, durante a Operação Descredenciamento.
  • O grupo criminoso atuava em clínicas para crianças com TEA, simulando atendimentos, emitindo laudos médicos falsos e ingressando com ações judiciais para custear procedimentos inexistentes ou com valores inflados.
  • Cerca de quarenta policiais participaram da operação.
  • A prática provocou expressivos prejuízos financeiros e expunha crianças e famílias a diagnósticos indevidos e intervenções inadequadas.
  • A Autistas Brasil repudiou as práticas, destacando que o tratamento do TEA deve seguir diretrizes científicas, com acompanhamento multiprofissional e sem promessas de resultados rápidos.

Um esquema que fraudava tratamentos para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi alvo de uma operação em São Paulo nesta quinta-feira, 30. A ação, batizada de Descredenciamento, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão na capital e em três cidades do estado.

O grupo envolvia clínicas voltadas a crianças com TEA. A prática incluía emissão de laudos médicos falsos e ingresso de ações judiciais para obrigar operadoras de saúde a custear procedimentos inexistentes ou com valores inflacionados. Além de São Paulo, o grupo atuava em Barueri, Mogi das Cruzes e Jacareí.

A polícia dedicou cerca de 40 agentes à operação, que visava interromper o funcionamento da fraude e apurar danos materiais. A investigação aponta prejuízos significativos e riscos diretos a crianças e famílias, com diagnósticos indevidos e intervenções inadequadas.

Repressão e impacto

A ação busca reduzir impactos financeiros e de saúde envolvendo atendimentos indevidos às vítimas. A apuração ressalta a gravidade do esquema ao violar princípios de proteção e boa-fé.

Repúdio de entidade

A Autistas Brasil repudiou as práticas das clínicas envolvidas e destacou riscos de intervenções sem respaldo científico. A entidade enfatiza que o tratamento deve seguir diretrizes e evidências, com acompanhamento multiprofissional.

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