- A UnB aposta em projetos de extensão em engenharia para aumentar a participação de mulheres nas ciências exatas.
- O Meninas.comp, criado em 2010, oferece oficinas, grupos de estudo e atividades como segurança cibernética, robótica, jogos digitais e IA, com atuação em escolas do Distrito Federal.
- Em computação, a participação feminina é de cerca de 10%; em uma turma de 40 alunos, apenas quatro são mulheres.
- As ações incluem levar as oficinas para o ensino médio e destacar conquistas da turma, como ter sido campeã de melhor time de programação da América Latina em um evento no Chile.
- As coordenadoras ressaltam a importância de combater o pertencimento e estereótipos desde o ensino básico, promovendo participação feminina nas áreas de exatas.
A Universidade de Brasília (UnB) lança iniciativas para ampliar a participação feminina nas ciências exatas, com foco em áreas como ciência da computação, engenharia, engenharia de software e matemática. As ações visam reduzir a representatividade menor de mulheres nesses campos, incluindo o ambiente acadêmico.
Entre as iniciativas, destaca-se o projeto Meninas.comp, criado em 2010 no Departamento de Ciências da Computação. O programa promove oficinas, oficinas interativas e grupos de estudo com temas como segurança cibernética, robótica, jogos digitais e Inteligência Artificial. As ações também ocorrem em escolas da Região Administrativa do DF.
A proposta é estimular o ingresso de alunas do ensino médio em áreas de exatas, destacando oportunidades de atuação profissional. Equipe envolvida relata que, em sua turma, a menor participação feminina é uma realidade recorrente, o que reforça a importância do projeto.
Futuras cientistas
Estudantes da UnB participam ativamente do Meninas.comp, incluindo Michele Aiko, 19, e Gisele Cristine, 20, que coordenam oficinas voltadas à atuação profissional em programação para meninas com menos conhecimento técnico. As atividades buscam despertar interesse pela área de tecnologia.
As alunas ressaltam a relevância de ter modelos e acolhimento para quem está começando na computação. As oficinas permitem experimentar atividades de programação e de segurança cibernética, contribuindo para a formação de futuras profissionais do setor.
Representatividade feminina
Outra frente envolve oficinas sobre gênero, com foco no enfrentamento de estereótipos que afetam meninas no ensino fundamental e médio. A ideia é ampliar o senso de pertencimento e reduzir a sensação de exclusão em áreas de exatas.
Especialistas destacam a necessidade de atuação integrada entre educação básica e superior. A adoção de critérios de avaliação e financiamento mais inclusivos é apontada como parte de uma política consistente para ampliar trajetórias femininas nas carreiras científicas.
Observação final
As iniciativas destacam a participação de docentes e pesquisadoras da UnB, bem como parcerias com escolas da capital. As ações pretendem promover maior representatividade feminina nas ciências exatas, com foco na atuação prática e no longo prazo.
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