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Reid Hoffman afirma que médicos devem consultar IA para segunda opinião

Reid Hoffman afirma que médicos devem usar IA como segunda opinião para evitar erros, defendendo um assistente médico móvel diante da carência de clínicos

Photograph: FERNANDO BRAZ
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  • Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, lançou a startup Manas AI para acelerar a descoberta de fármacos, com foco em câncer.
  • A missão é reduzir o tempo de desenvolvimento de medicamentos de décadas para alguns anos, inspirada por Siddhartha Mukherjee.
  • Hoffman defende que modelos de frontier AI devem atuar como segunda opinião médica; disse isso no WIRED Health, em Londres, em 16 de abril.
  • Ele reconhece riscos associados a grandes modelos de linguagem em medicina, mas afirma que a IA pode ser uma fonte adicional de informação para evitar diagnósticos equivocados.
  • Propõe um assistente médico de IA gratuito em smartphones para triagem inicial, e vê uso da IA para apoiar a fiscalização de FDA e reguladores, com julgamento humano na seleção de alvos.

Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, lançou a startup Manas AI, dedicada a acelerar a descoberta de drogas com IA. Em foco estão modelos de última geração para apoiar decisões médicas e ampliar o acesso a tratamentos.

A empresa pretende reduzir o tempo de descoberta de fármacos para diversos tipos de câncer, buscando transformar o processo de anos para alguns poucos anos. A iniciativa nasceu após um encontro com o médico Siddhartha Mukherjee.

Hoffman defende que modelos de frontier devem ser usados como segunda opinião na área da saúde, com o objetivo de evitar erros de diagnóstico e enriquecer o raciocínio clínico. A visão é de ampliar o suporte aos médicos.

Em Londres, durante o WIRED Health, Hoffman ressaltou que os modelos grandes já contêm vasto conhecimento e podem fornecer suporte adicional a pacientes e profissionais, mesmo sem treinamento específico em medicina.

A discussão sobre uso responsável de IA surge em meio a estudos que indicam riscos de informações imprecisas em grandes modelos de linguagem. A proposta é tratar a IA como ferramenta complementar, não substituta.

A NHS, sobrecarga de filas e escassez de médicos de família, é citada como contexto para a expansão de assistentes médicos baseados em IA em smartphones. A ideia é triagem precoce para consultas presenciais.

Hoffman também pretende que IA apoie a atuação regulatória, ajudando a FDA a avaliar novas moléculas e acelerar fármacos promissores, ainda que reconheça que avanços práticos podem demorar.

Na prática, a equipe da Manas AI mantém o papel humano na triagem de alvos terapêuticos. Siddhartha Mukherjee revisa propostas geradas pela IA, filtrando as candidatas relevantes.

Além de câncer, Hoffman acredita que as descobertas por IA devem mirar doenças crônicas e raras, ampliando o alvo terapêutico e as oportunidades de pesquisa. A expectativa é de avanços significativos em uma década.

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