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VSR e gripe elevam casos de síndrome respiratória grave no Brasil

VSR e gripe elevam SRAG; 13 capitais estão em alerta, risco ou alto risco, com aumento de casos e apelo à vacinação

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  • A SRAG no Brasil está em nível de alerta, risco ou alto risco em 13 das 27 capitais, segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, com aumento nos últimos mês e meio.
  • O aumento está ligado aos ciclos sazonais do vírus sincicial respiratório, do VSR, e da influenza A, principal vírus da gripe.
  • O VSR segue em alta em muitos estados, com quedas apenas no Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima; Goiás, Maranhão e Tocantins mostram indicação de estabilidade.
  • A influenza A também cresce em estados do Centro-Sul e parte do Norte e Nordeste; há queda em Amazonas, Amapá, Pará, Tocantins, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Mato Grosso.
  • Em 2026, foram registradas 1.960 mortes por SRAG, das quais 43,5% tinham confirmação laboratorial de vírus respiratório; influenza A respondeu por 39,1% dos óbitos positivos, seguido por SARS-CoV-2 (27,9%), rinovírus (22,2%) e VSR (5,8%).

O crescimento dos casos de síndrome respiratória aguda grave SRAG atinge grande parte do Brasil, puxado pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela influenza A. O alerta é de acordo com a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, com dados de incidência em várias regiões.

A Fiocruz aponta que 13 das 27 capitais estão em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG. O estudo destaca a influência da sazonalidade do VSR e da influenza A no cenário nacional. Diferenças regionais acompanham variações no comportamento dos vírus.

Segundo o InfoGripe, o VSR segue em alta em diversas regiões, com elevação registrada no Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima apresentam queda, enquanto Goiás, Maranhão e Tocantins mostram sinais de estabilização.

A influenza A também apresenta crescimento em estados do Centro-Sul, Norte e Nordeste, incluindo Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Roraima. Em Amazonas, Amapá, Pará, Tocantins, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Mato Grosso há queda, com Goiás e Sergipe sinalizando interrupção do aumento.

Entre as capitais, 13 mostraram evolução para alertas ou níveis mais altos nos últimos 45 dias: Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Recife, Rio Branco, Teresina e Vitória. Os números indicam maior pressão de SRAG nas capitais em período recente.

No balanço de 2026, foram registradas 1.960 mortes por SRAG. Destes, 852 casos (43,5%) tiveram resultado laboratorial positivo para vírus respiratório. Outros 880 (44,9%) foram de resultados negativos e 50 (2,6%) aguardam diagnóstico. Entre os positivos, influenza A corresponde a 39,1%.

Ainda segundo o boletim, influenza A responde pela porção mais expressiva dos óbitos com diagnóstico confirmado, seguida por SARS-CoV-2 (27,9%), rinovírus (22,2%), VSR (5,8%) e influenza B (3,2%). A publicação reforça a importância da vacinação para reduzir complicações.

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