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Bolsonaro realizou cirurgia no ombro; detalhes sobre o procedimento

Bolsonaro passa por reparo do manguito rotador do ombro direito; cirurgia ocorreu sem intercorrências e ele permanece sob observação médica

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  • Bolsonaro passou por reparo do manguito rotador do ombro direito, segundo boletim médico.
  • A cirurgia ocorreu sem intercorrências e ele permanece internado no hospital DF Star, em Brasília, sob observação e controle da dor.
  • O procedimento costuma ser feito por artroscopia, com âncoras para prender o tendão ao osso e fios para costurar o tecido.
  • O ex-presidente tem 71 anos, idade que pode aumentar o desgaste das estruturas do ombro e impactar a recuperação.
  • A recuperação envolve imobilização de quatro a seis semanas, início da fisioterapia posteriormente e cicatrização do tendão em três a quatro meses, com recuperação funcional até cerca de seis meses.

Após passar por um procedimento cirúrgico nesta sexta-feira, Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília, para reparo do manguito rotador do ombro direito. A cirurgia ocorreu sem intercorrências, segundo boletim médico, e ele permanece sob observação clínica e controle da dor.

O reparo do manguito é indicado para lesões que causam dor persistente e perda de movimento. O grupo de tendões no ombro atua na rotação e na estabilidade da articulação, conforme o ortopedista Maurício Raffaelli. A prática pode exigir anestesia geral, mesmo sendo minimamente invasiva.

Como funciona o procedimento

A operação, na maioria das vezes, é realizada por artroscopia, com incisão mínima e uma câmera para orientar os movimentos. Durante o ato, âncoras fixam o tendão ao osso para estimular a cicatrização, com fios que costuram o tecido lesionado.

A cirurgia varia em duração, ficando entre uma e duas horas na maioria dos casos, podendo chegar a cinco horas em situações complexas. O preparo anestésico também contribui para o tempo total da intervenção.

Fatores de risco e recuperação

Bolsonaro tem 71 anos, faixa em que há maior desgaste natural das estruturas do ombro. Isso pode influenciar a cicatrização e o risco de nova ruptura. Outros fatores de saúde são avaliados antes do procedimento.

A recuperação é gradual. O braço fica imobilizado por quatro a seis semanas, com liberação inicial apenas de movimentos de cotovelo, punho e mão. A fisioterapia começa após esse período.

A cicatrização do tendão costuma levar três a quatro meses, e a recuperação funcional total pode levar até seis meses, dependendo da extensão da lesão e da resposta do organismo. Entre os riscos estão complicações da anestesia e falha na cicatrização.

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