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Cardiologista aponta hábito noturno comum que pode elevar a pressão

Ronco frequente em homens de meia-idade com sobrepeso eleva a pressão arterial e aumenta risco de hipertensão e doenças cardiovasculares

Foto colorida de mulher deitada em travesseiro e com a mão na cabeça - Metrópoles
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  • Estudo da Universidade Flinders, na Austrália, publicado na Nature Digital Medicine, mostra que pessoas, especialmente homens de meia-idade com sobrepeso que roncam à noite, têm maior risco de pressão alta.
  • O ronco frequente, com pausas na respiração e sono fragmentado, aumenta a atividade do sistema nervoso simpático e reduz o oxigênio no sangue, o que eleva a pressão arterial.
  • O ronco costuma indicar obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, com impactos diretos no coração, no cérebro e no metabolismo.
  • Quem apresenta ronco grave e apneia tem maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes.
  • O cardiologista Firmino Haag destaca que o hábito está ligado a hipertensão, artrítmias e maior risco de infarto e acidente vascular cerebral, especialmente em pessoas com sobrepeso.

O estudo realizado por especialistas em sono da Universidade Flinders, na Austrália, aponta que o ronco é um marcador de risco para pressão arterial elevada, especialmente entre homens de meia-idade com sobrepeso que roncam à noite. A pesquisa foi publicada na revista Nature Digital Medicine.

O cardiologista Firmino Haag comenta que a relação entre ronco e hipertensão envolve pausas na respiração, sono fragmentado e maior atividade do sistema nervoso simpático. Esses fatores podem provocar quedas de oxigênio e elevar a pressão arterial com o tempo.

O tema também envolve o papel de doenças associadas. Profissionais ressaltam que ronco grave, acompanhado de apneia, aumenta a probabilidade de recorrer a tratamentos para condições cardiovasculares, diabetes e distúrbios metabólicos.

Relação entre ronco e hipertensão

Firmino Haag explica que a obstrução das vias aéreas superiores durante o sono é comum em quem ronca. Esse quadro pode ter impacto direto no coração, cérebro e metabolismo, elevando o risco de hipertensão e outras complicações.

A coordenadora do Hospital Albert Sabin (HAS), em São Paulo, ressalta que o ronco frequente é sinal de alerta para distúrbios do sono. A depender da gravidade, há maior incidência de doenças cardíacas e diabetes.

Especialistas destacam ainda que, em pacientes com ronco severo, a probabilidade de desenvolver hipertensão resistente é maior, o que demanda acompanhamento médico e avaliação de tratamento adequado.

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