- Anvisa alertou que medicamentos e suplementos à base de cúrcuma podem prejudicar o fígado; hepatologista Arthur Nobre também cita outros suplementos com risco.
- Alguns suplementos já foram ligados a lesão hepática, especialmente em altas doses, por longos períodos ou em fórmulas combinadas.
- Lista de suplementos apontados como perigosos: extrato de chá verde, Garcinia cambogia, kava-kava, cimicífuga, ashwagandha, arroz vermelho fermentado, vitamina A em altas doses, niacina em dosagens elevadas e anabolizantes/detox com vários ingredientes.
- O rótulo “natural” não garante segurança; o fígado metaboliza substâncias ingeridas, e uso concentrado pode aumentar os riscos.
- A supervisão médica é importante, sobretudo para quem usa doses altas, tem doença no fígado, toma muitos medicamentos ou pretende usar por tempo prolongado; fontes citadas incluem AASLD e LiverTox.
O hepatologista Arthur Nobre, PhD em gastroenterologia pela USP, traz um alerta sobre suplementos que podem comprometer o funcionamento do fígado. A análise surge após a Anvisa sinalizar riscos ligados a medicamentos e suplementos à base de cúrcuma. O especialista reforça que outras fórmulas também podem oferecer perigo hepático.
Segundo Nobre, já houve associação entre alguns suplementos e lesões no fígado. O risco é maior quando há uso em altas doses, por tempo prolongado ou em fórmulas combinadas. A orientação é usar com critério e sob supervisão médica, especialmente em casos de dose elevada ou uso contínuo.
Suplementos apontados pelo hepatologista
Entre os itens citados pelo médico estão extrato de chá verde, Garcinia cambogia, Kava-kava, Cimicífuga (erva-de-são-cristóvão), Ashwagandha, arroz vermelho fermentado, vitamina A em altas doses, niacina em dosagens elevadas e produtos detox ou emagrecedores com múltiplos ingredientes. A lista ilustra que o rótulo natural não garante ausência de risco.
Nobre ressalta que o fígado metaboliza grande parte das substâncias ingeridas, incluindo naturais. Assim, cápsulas concentradas, doses altas ou combinações múltiplas elevam a possibilidade de efeitos indesejados. O hepatologista aponta que a avaliação médica é essencial nesses casos.
A associação médica e órgãos de referência, como a AASLD e o LiverTox, reconhecem o potencial de lesão hepática por suplementos herbais e dietéticos. O alerta reforça a necessidade de uso responsável, priorizando real necessidade e acompanhamento clínico, sobretudo em pacientes com comorbidades.
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