- A osteoporose é comum entre mulheres, geralmente silenciosa, e pode levar a fraturas e ao aumento da mortalidade ao longo do tempo.
- Sinais precoces incluem perda de altura com o tempo e maior curvatura das costas, que podem indicar fraturas vertebrais pequenas; quedas simples podem resultar em fraturas no punho, coluna, úmero ou quadril.
- Rastreamento recomendado: densitometria óssea a partir de sessenta e cinco anos em mulheres e a partir de setenta em homens; a menopausa acelera a perda de massa óssea.
- Prevenção envolve alimentação rica em cálcio e vitamina D, exercícios físicos e exposição ao sol; suplementos devem ser usados apenas quando a dieta não basta.
- Em mulheres, a terapia de reposição hormonal pode ajudar a reduzir a perda óssea e o risco de fraturas, especialmente até sessenta anos ou nos primeiros dez anos após a menopausa; acompanhar-se com médico é essencial.
A osteoporose é, segundo a reumatologista Maria Luísa Toscano, uma condição silenciosa que atinge principalmente mulheres, provocando perda progressiva de massa óssea. Mesmo sem sinais perceptíveis, o avanço da doença aumenta o risco de fraturas e, a depender do caso, pode elevar a mortalidade ao longo do tempo. A identificação precoce é crucial para evitar essa evolução.
Segundo Toscano, alguns indícios podem surgir antes das fraturas. Entre eles está a redução de altura ao longo dos anos, com sensação de encolhimento. Também é comum observar maior curvatura da coluna, indicando possível fraturas vertebrais ainda não diagnosticadas. Quedas simples que resultem em lesões no punho, coluna, úmero ou quadril devem acender o alerta.
A especialista ressalta que nem toda fratura deve ser encarada como inevitável ou apenas reflexo da idade. Quando aparecem esses incidentes, é essencial investigar fragilidade óssea por meio de avaliação médica. Em entrevista exclusiva à Bons Fluidos, Toscano orienta manter vigilância clínica frente a qualquer lesão após quedas.
Quando rastrear a osteoporose
As diretrizes costumam indicar densitometria óssea para mulheres a partir de 65 anos e, para homens, a partir dos 70. A diferença ocorre porque o perfil de maior impacto da osteoporose é o feminino, ligado à queda do estrogênio na menopausa. A redução hormonal acelera a perda de massa óssea nos primeiros anos após o fim da vida reprodutiva.
A médica explica que fatores de risco vão além da idade. História familiar de osteoporose ou fratura de quadril, fraturas prévias por trauma leve, uso crônico de corticoides, baixa testosterona, doenças reumatológicas, intestinais ou endócrinas, tabagismo, consumo excessivo de álcool, baixos pesos e uso de certos medicamentos são indicativos de necessidade de avaliação.
Prevenção e manejo
Entre as estratégias de prevenção, a alimentação desempenha papel central. Consumo adequado de cálcio e vitamina D ajuda a proteger ossos e também a musculatura, reduzindo quedas. Alimentos como leite, iogurte, queijos, vegetais verde-escuros e leguminosas costumam ser preferidos a suplementos, justamente para evitar excessos que possam comprometer a função renal ou elevar o cálcio no sangue.
Para algumas mulheres, a terapia de reposição hormonal pode reduzir a perda óssea e o risco de fraturas, especialmente antes dos 60 anos ou nos primeiros 10 anos após a menopausa. O acompanhamento médico regular, no entanto, é o principal conselho para homens e mulheres, visando identificar a condição precocemente.
A grande oportunidade, reforça a médica, é detectar a perda óssea antes da primeira fratura, pois o risco de novas fraturas aumenta significativamente após esse marco. O conteúdo é baseado na entrevista com Maria Luísa Toscano e nas orientações da áreas de saúde.
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