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Agro inteligente mapeia campo e qualifica produção industrial no Paraná

Hub de Inteligência Artificial do Senai impulsiona agricultura de precisão no Paraná com capina automatizada, drones e tratores guiados por satélite

Hub de IA do Senai transfere tecnologia para agroindústrias após desenvolvimento de projetos. (Foto: Imagem criada utilizando o ChatGPT/Gazeta do Povo)
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  • O Paraná integra IA, drones e tratores guiados por satélite na agroindústria, conectando campo e indústria com dados em tempo real.
  • O Hub de Inteligência Artificial do Senai, ligado ao Sistema Fiep, já realizou mais de seiscentos projetos desde 2019, com cerca de duzentos alunos no programa de residência em IA e 99% dos profissionais inseridos no mercado.
  • A Gebana desenvolveu capina automatizada com sensores ópticos para identifcar linhas de soja e milho, reduzindo o uso de herbicidas e elevando a qualidade de grãos para a produção orgânica, com soja orgânica chegando a cento e sessenta reais por saca.
  • Tratores com piloto automático, baseados em GPS e prescrição de manejo, aumentam a precisão, reduzem insumos entre quatro e sete por cento e permitem que o operador atue como supervisor.
  • Projetos com Embrapa e Integrada envolvem automação de processos, monitoramento inteligente e classificação de áreas agricultáveis por meio de deep learning, fortalecendo decisões produtivas e logísticas.

Agro inteligente mapeia o campo e qualifica produção industrial no Paraná. Plantios no Paraná viraram laboratório de tecnologia para a agroindústria e exportação de commodities. Drones, IA e tratores guiados por satélite aportam dados em tempo real durante plantio e colheita.

O Hub de Inteligência Artificial do Senai, ligado ao Sistema Fiep, impulsiona essa transformação. Fundado em 2019, em Londrina, já realizou mais de 600 projetos para empresas nacionais. Cerca de 200 alunos participam da residência em IA.

Mais de 99% dos profissionais formados foram inseridos no mercado após a experiência. O hub atua para apoiar empresas na adoção de IA e na formação de mão de obra qualificada, com foco em aplicações práticas.

Hub de IA do Senai potencia ações para agroindústria

Entre as ações, há previsões de produtividade por imagens de satélite e identificação de tipos de colheita. Também ocorre o rastreamento de doenças no campo e a automação de processos.

A Gebana, empresa de grãos orgânicos com unidades em Capanema e Campo Largo, é destaque. O projeto envolve capina automatizada por meio de automação visual e computacional para remover ervas daninhas sem herbicidas.

Challiol, diretor agrícola da Gebana, explica que o sensor óptico identifica linhas de soja e milho. A capina ocorre entre as linhas sem intervenção manual, ajustando o posicionamento em tempo real.

Essa leitura em tempo real reduz erros, mantém a cultura preservada e aumenta a eficiência do manejo. O sistema também contribui para a qualidade do grão destinado ao mercado orgânico.

A capina automatizada ajuda a conservar o solo e reduz impactos ambientais. O resultado é grão mais limpo, com menos impurezas, atendendo a padrões europeus de qualidade.

Transferência de tecnologia e impacto econômico

O Senai afirma que o objetivo é oferecer soluções ainda não disponíveis no mercado, com transferência total da tecnologia. Ao final do projeto, a empresa fica com a solução pronta para uso comercial, sem royalties.

A Gebana planeja ampliar a capina automatizada para produção comercial, visando produtores orgânicos e convencionais. Drones para controle biológico também são usados na operação.

Drones liberam parasitoides para combater pragas, complementando a capina com manejo integrado. A tecnologia busca reduzir resistência de plantas daninhas e ampliar a variedade de aplicações.

Tratores com piloto automático elevam a precisão no campo

O piloto automático em tratores redefine a operação no campo. Tratores com GPS guiam rotas com precisão milimétrica, permitindo que o operador atue como supervisor.

Segundo a K2 Agro, a automação aumenta a eficiência, reduzindo perdas de insumos entre 4% e 7%. O acompanhamento do plantio e da colheita ganha agilidade com menos variações de manejo.

A Valtra e a Fendt destacam que o piloto automático funciona com base em prescrição técnica, muitas vezes suportada por IA. As máquinas executam ações conforme necessidade específica de cada área.

Esse nível de automação permite maior aproveitamento da área cultivada, com ruas bem definidas entre linhas de cultivo e menos desperdício de insumos.

Parcerias com pesquisa e cooperativas fortalecem o ecossistema

Projetos do Hub de IA do Senai atendem Embrapa, Integrada, cooperativas e instituições de pesquisa. A Embrapa foca na automação de processos e no monitoramento da lavoura.

Modelos de IA reduzem a subjetividade na análise do solo via processamento de imagens. Dados de campo, satélite e clima geram recomendações para manejo mais assertivo.

Na Integrada, o deep learning classifica áreas agricultáveis por satélite, auxiliando estimativas de produtividade e decisões logísticas. O Senai ressalta que a tecnologia não substitui o agrônomo, mas otimiza seu tempo.

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