- Um estudo com mais de 11 mil pessoas entre 50 e 99 anos mostrou que atitudes positivas em relação ao envelhecimento estão associadas a melhor desempenho físico e cognitivo ao longo de doze anos, e muitas delas apresentaram melhora.
- Pessoas com visão otimista sobre envelhecimento tiveram melhor velocidade de caminhada, testes de memória e matemática do que as com mindset negativo.
- Cerca de 44% dos participantes apresentaram melhorias em caminhada e cognição durante o acompanhamento, e quem chegou ao estudo com positividade tinha mais chances de evoluir.
- Especialistas destacam que envelhecimento não é doença; manter-se ativo física, cognitiva e socialmente ajuda a saúde, especialmente quando incentivado pela convivência ao redor.
- Combater o ageismo é essencial, pois discriminar pessoas mais velhas pode fazer organizações perderem candidatos com alto potencial de evolução.
O que o estudo aponta é que atitudes positivas em relação ao envelhecimento podem alterar o curso do envelhecimento. Pesquisadores analisaram mais de 11 mil pessoas com idades entre 50 e 99 anos por até 12 anos e acompanharam mudanças físicas e cognitivas.
Os resultados indicam que indivíduos com visão mais otimista sobre a velhice apresentaram melhor desempenho em testes de memória e velocidade de caminhada. Uma parcela significativa desses participantes também mostrou melhora ao longo do tempo.
A pesquisa foi conduzida por equipes da Yale School of Public Health. Becca Levy, professora de psicologia, e Martin Slade, pesquisador, lideraram o estudo. Os dados sugerem que atitudes positivas elevam o potencial de adaptação durante o envelhecimento.
Segundo Levy, muitas pessoas veem casos de melhoria na velhice como exceções. O estudo reforça que a percepção positiva pode favorecer mudanças comportamentais benéficas para a saúde física e cognitiva.
Entre os métodos usados, houve avaliação com a escala de Morale da Philadelphia Geriatric Center e tarefas que pediam descrição de associações com envelhecimento. Os autores ressaltam a relevância de manter atividades físicas, cognitivas e sociais ao longo da vida.
Especialistas associam o achado à influência do ambiente social. Ambientes com idosos ativos incentivam a continuidade de atividades, o que pode estimular a autoconfiança e a adesão a hábitos saudáveis.
Profissionais destacam também que envelhecer não é sinônimo de doença. A visão de que o tempo não determine limitações deve acompanhar ações como fisioterapia, exercícios e participação social para manter o funcionamento.
A pesquisa reforça a necessidade de reduzir o preconceito por idade no mercado de trabalho. Ao reconhecer o potencial de quem está perto ou além dos 60, empregadores podem ampliar a seleção de candidatos com maior chance de melhoria contínua.
Em entrevistas, especialistas destacam que, mesmo com limitações naturais, muitos idosos mantêm qualidade de vida elevada. A recomendação é manter expectativas realistas, porém ativas, para enfrentar desafios com autonomia.
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