- Em 2024, 21 de 27 países da União Europeia tiveram mais mortes que nascimentos, indicando envelhecimento da população.
- No Reino Unido, projecões indicam que mortes superarão nascimentos todo ano a partir de 2026, com a população estimada em cerca de 72,5 milhões em 2054.
- A tendência decorre de maior expectativa de vida e queda da fertilidade, com a taxa no Reino Unido em 1,44 filhos por mulher.
- Os impactos já aparecem: menor número de alunos em escolas, impacto em serviços de cuidado infantil e aumento da pressão sobre saúde, previdência e trabalho das mulheres.
- Exemplos regionais: Japão tem empresas especializadas em limpar imóveis de idosos falecidos; cidades italianas promovem venda de casas por 1 euro; outros países enfrentam padrões similares com variação regional.
O mundo encara uma mudança demográfica profunda: pessoas vivem mais e têm menos filhos. Países desenvolvidos registram queda de natalidade e aumento da longevidade, o que reduz a força de trabalho e eleva a pressão sobre serviços públicos. A adaptação é essencial.
Dados da União Europeia indicam que, em 2024, 21 de 27 países tinham mais mortes que nascimentos. A tendência se repete na Ásia e nas Américas, incluindo Japão, Coreia do Sul, Cuba e Uruguai, revelando um padrão global de envelhecimento.
No Reino Unido, projeções da Office for National Statistics apontam que as mortes superarão os nascimentos anualmente a partir de 2026. O ritmo de queda da fertilidade, aliado à geração do “baby boom” vivendo mais, deve frear o crescimento populacional.
Esses movimentos demográficos decorrem de dois vetores: maior esperança de vida e queda da taxa de fecundidade, que mede o número médio de filhos por mulher. No Reino Unido, a taxa é de 1,44, abaixo do nível de reposição de 2,1.
A realidade tem consequências diretas: redução de matrículas, fechamento de escolas e dificuldades para serviços infantis, conforme especialistas. Trabalhadoras com filhos podem reduzir jornada, afetando a economia e a igualdade de gênero.
Paralelamente, o envelhecimento populacional intensifica gastos com pensões, saúde e assistência social. Pessoas mais velhas exigem cuidado próximo, elevando custos para o Estado e deslocando recursos para o cuidado de longo prazo.
Panorama global
O envelhecimento não é uniforme. Em Israel, a taxa de natalidade permanece alta, sugerindo influência cultural. Em várias regiões da América Latina, África e Ásia, a tendência de queda da natalidade ocorre mesmo com desenvolvimento variável.
Migrantes ajudam a conter a desaceleração populacional em alguns países. A indústria, a educação e a área de saúde sentem o impacto, com menor demanda em setores de educação infantil, por exemplo, e necessidade de mão de obra para cuidados.
Desafios e caminhos
Especialistas destacam o desafio de sustentar crescimento econômico com menos jovens ativos. Investimento em automação, melhoria de políticas de imigração e apoio a famílias são citados como possíveis estratégias.
A economia pode migrar para setores que demandem menos inovação rápida, diante de maior aversão ao risco em populações mais velhas. A mudança estrutural exige políticas públicas coordenadas com o mercado.
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