- Em vinte e seis de abril de mil novecentos e oitenta e seis ocorreu a explosão no reator quatro da Usina Nuclear de Chernobyl; quarenta anos depois, efeitos ainda aparecem.
- Na zona de exclusão, quase mil cães descendem dos animais deixados para trás na evacuação, com mudanças no genoma, incluindo genes ligados à reparação do DNA.
- A carne de javali na Europa continua com radiação acima do limite seguro; na Alemanha, quase três mil javalis foram abatidos no último ano.
- A radiação encontrada não vem só de Chernobyl: parte também resulta de testes de armas nucleares da Guerra Fria.
- Um fungo negro cresceu nas paredes do reator e parece se alimentar de radiação, tendo sido enviado à Estação Espacial Internacional e reduzido parte da radiação, sugerindo aplicações para missões em Marte.
O acidente de Chernobyl, em 26 de abril de 1986, completa 40 anos. Dados recentes indicam que os impactos da radiação ainda se manifestam fora da usina ucraniana, em formas diferentes e inesperadas.
Chernobyl permanece ativo como tema científico. Estudos mostram que cães da zona de exclusão possuem DNA com alterações, mesmo décadas após a evacuação. As diferenças genéticas afetam genes ligados à reparação do DNA, segundo pesquisas.
A explosão deixou marcas em animais, plantas e ecossistemas. Enquanto isso, descendentes de cães evacuados hoje somam quase mil animais, ainda sem sinais óbvios de malformação.
Evidências em animais
- Amostras de sangue distinguem cães da zona de exclusão de animais da cidade.
- Alterações genéticas são observadas em genes de reparo genômico.
- Pesquisas buscam entender como a radiação molda o DNA de longo prazo.
Radiação em javalis na Europa
- Em toda a Europa, carne de javali registra radiação acima do limite seguro.
- Na Alemanha, foram abatidos quase 3 mil javalis radiotivos no ano anterior ao estudo.
- A radiação não vem apenas de Chernobyl; muitos vestígios vêm de testes nucleares da Guerra Fria, acumulados no solo.
Fungos como defesa biológica
- Um fungo negro cresceu nas paredes do reator de Chernobyl e respondeu à radiação, alimentando-se dela.
- O fungo foi levado à Estação Espacial Internacional, onde cresceu mais rápido e bloqueou parte da radiação.
- Cientistas veem nesse organismo um protótipo de escudo vivo, com potencial de aplicações futuras em proteção radiológica.
A narrativa científica sobre Chernobyl mostra um impacto que, embora distante, continua interessando a comunidades de pesquisa e ciência. As descobertas enfatizam que o desastre não terminou no dia da explosão, mas segue influenciando estudo e imaginação.
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