- Estudo publicado no Journal of the Endocrine Society, em 21 de abril de 2026, avaliou 51 pessoas com diabetes tipo 2, com idades entre 55 e 62 anos, divididas em dieta cetogênica e dieta com baixo teor de gordura.
- Após três meses, houve perda de peso leve em ambos os grupos, mas a dieta cetogênica mostrou melhora maior na função das células beta do pâncreas.
- A cetogênica também reduziu de forma mais significativa a relação entre pró-insulina e peptídeo C, indicador de estresse pancreático.
- Um aspecto relevante é que os benefícios não dependem de grande emagrecimento, sugerindo que o efeito é metabólico, não apenas relacionado à perda de peso.
- Os autores ressaltam que o estudo é de pequeno porte e mais pesquisas são necessárias para confirmar os efeitos a longo prazo.
Uma pesquisa publicada no Journal of the Endocrine Society revela que a dieta cetogênica pode melhorar a função das células beta do pâncreas em pessoas com diabetes tipo 2. O estudo, conduzido por Marian Yurchishin, foi publicado em 21 de abril de 2026 e envolve 51 pacientes. Os resultados indicam melhora na produção de insulina e menor estresse pancreático.
A hipótese é que a cetose, estado metabólico da dieta cetogênica, reduz o desgaste das células beta. Com isso, o pâncreas passa a funcionar com maior eficiência na regulação da glicose. A condição envolve resistência à insulina e queda na capacidade de produção de insulina ao longo do tempo.
Detalhes do estudo
O trabalho acompanhou 51 adultos com diabetes tipo 2, com idades entre 55 e 62 anos. Participantes foram distribuídos em dois grupos: cetogênica e dieta pobre em gordura. Após três meses, houve perda de peso leve em ambos os grupos, mas ganhos maiores de função das células beta no grupo cetogênico.
Entre os pontos observados, destaca-se a redução da relação pró-insulina/peptídeo C no grupo que seguiu a cetogênica. Esse marcador indica menor estresse pancreático e melhor funcionamento das células produtoras de insulina.
Implicações e limites
Os resultados sugerem que o benefício poderia vir da mudança metabólica, não apenas da perda de peso. Ainda assim, não houve grande emagrecimento necessário para observar as melhorias no pâncreas. O estudo aponta possibilidades de novas abordagens nutricionais no tratamento.
O trabalho destaca que, hoje, estratégias para melhorar a função das células beta são limitadas, com cirurgia bariátrica e perda significativa de peso entre as opções tradicionais. Pesquisas adicionais são necessárias para confirmar efeitos a longo prazo.
Considerações finais
Embora o estudo traga dados promissores, seus autores ressaltam que o tamanho da amostra é pequeno. A verificação em pesquisas maiores e com acompanhamento prolongado é essencial para validar a aplicabilidade clínica da dieta cetogênica no diabetes tipo 2.
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