- O Parque Solar de Talatan, no Planalto Tibetano, a cerca de 3 mil metros de altitude, tornou-se a maior instalação de energia limpa do mundo, cobrindo mais de 600 quilômetros quadrados.
- Sua capacidade atual varia entre 15,6 e 16,9 mil megawatts, em expansão; há relatos de salto em comparação com o ano anterior, quando falava-se de 1 gigawatt.
- O complexo está cercado por 4,7 mil megawatts de energia eólica e 7,38 mil megawatts de usinas hidrelétricas, formando um sistema híbrido sem precedentes.
- A energia gerada alimenta trens, fábricas e centros de dados que impulsionam a inteligência artificial da China.
- Segundo a imprensa especializada, a cada três semanas a China instala painéis solares equivalentes à capacidade total da Usina Hidrelétrica das Três Gargantas.
O Parque Solar de Talatan, na região do Planalto Tibetano, evoluiu de experimento ecológico para a maior instalação de energia limpa do mundo. Localizado a cerca de 3 mil metros de altitude, o complexo reúne milhares de painéis que criam um vasto “mar azul” de energia.
Há mais de um ano, o parque já chamava atenção por reduzir a umidade sob os painéis, favorecendo vegetação no deserto. Hoje, ele ocupa entre 420 e 610 quilômetros quadrados e já ultrapassa 16 mil megawatts de capacidade instalada, ainda em expansão.
A instalação não funciona isoladamente. Ao redor, somam-se 4,7 gigawatts de energia eólica e 7,38 gigawatts de usinas hidrelétricas, formando um sistema híbrido sem precedentes e suficiente para atender parte significativa da demanda do planalto, inclusive centros de dados.
O conjunto alimenta serviços locais, além de transportar energia para longas distâncias, com foco em apoiar a rede de IA da China. Segundo a comunidade de jornalistas de energia, a cada três semanas, a China instala uma quantidade de painéis equivalente à capacidade anual da Usina das Três Gargantas.
No cenário global, Talatan funciona como laboratório de energia limpa. O equilíbrio entre solar, vento e hidrelétrica mostra um modelo de geração que combina eficiência, redundância e capacidade de resposta a variações de demanda, com impactos visíveis na matriz energética regional.
A configuração híbrida demonstra como grandes áreas remotas podem contribuir para descarbonizar o abastecimento industrial. O parque é parte de uma visão de longo prazo para ampliar a produção renovável com redução de emissões e maior autonomia energética.
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