- A vinícola Vik, do Vale do Cachapoal, Chile, sob a liderança de Cristian Vallejo, aposta em inovação do sul e questiona o modelo francês tradicional de vinho.
- Vik, eleita melhor vinícola do mundo em 2025 pelo The World’s 50 Best Vineyards, produz vinhos fáceis de beber desde a safra 2010, sem abrir mão da profundidade.
- O projeto usa enologia circular: vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais, com amadurecimento em ânforas artesanais de argila no topo da montanha La Roblería, numa prática chamada “Barroir”.
- O vinho STONEVIK (safra 2024) tem 74% Cabernet Franc, 21% Cabernet Sauvignon e 5% Carménère, fermenta com leveduras nativas e amadurece em barricas; as 14 ânforas artesanais reforçam a ligação com o ambiente.
- Além do tinto, a Vik produz champanhe La Piu Belle na França e busca brancos com mineralidade; a vinícola também destaca o reconhecimento recente do STONEVIK 2021, que recebeu 100 pontos de James Suckling.
A notícia aponta que a independência de vinhos da América do Sul em relação aos padrões europeus foi anunciada ontem, envolvendo Chile, Argentina, Uruguai e Brasil. O movimento destaca uma virada na abordagem produtiva e de mercado.
Entre os protagonistas, destaca-se a vinícola Vik, no Vale do Cachapoal, em Millahue, Chile. O enólogo-chefe Cristian Vallejo defende uma inovação sul-americana, diferente do modelo francês tradicional, com foco em vinhos de fácil consumo e identidade local.
A Vik é reconhecida mundialmente, tendo sido eleita a melhor vinícola em 2025 pelo The World’s 50 Best Vineyards. O portfólio inicial, iniciado com o VIK safra 2010, prioriza paladares acessíveis sem abrir mão de profundidade.
O conceito de produção
Vallejo descreve a enologia como uma prática sustentável e integrada ao ambiente. Os vinhos passam por processos próximos à natureza, combinando orgânico, biodinâmico e natural, com amadurecimento que foge da cave tradicional.
O STONEVIK é um marco: 74% Cabernet Franc, 21% Cabernet Sauvignon e 5% Carménère, safra 2024. O vinho faz uso de barricas próprias e carvalho francês, com adaptação de aduelas ao estilo local, numa prática chamada Barroir.
As uvas são fermentadas em ciclos lunares, em barricas artesanais. A adega utiliza 14 ânforas de argila nativa, distribuídas em dois conjuntos de sete, ligados a uma visão de energia visitante da natureza.
Natureza e terroir
A Vinícola busca que o vinho tenha relação direta com o entorno. O topo da Serra La Robleria, onde estão as ânforas, é descrito como um espaço de silêncio observado por Vallejo, com árvores centenárias formando um círculo próximo à produção.
A ideia é que as árvores e microrganismos influenciem a evolução do vinho, incluindo leveduras nativas coletadas localmente. O objetivo é capturar a influência do ambiente no sabor.
Ampliando o portfólio
Além de tintos, a Vik produz rosé e até romes como um champanhe na França. Contudo, há desejo de desenvolver um vinho branco, cuja pesquisa considera a mineralidade e o vento marítimo como fatores formadores.
O titular da vinícola admite que a ideia de um branco de alta qualidade está em andamento, prometendo em breve revelar novos rótulos.
Destaques de rótulos
Entre os rótulos, o Vik A Cabernet Nouveau recebe foco por ser um tinto com baixo teor alcoólico, apresentando perfil fresco, frutado e equilibrado, adequado para o verão. O preço estimado é acessível para o segmento, mantendo qualidade.
O portfólio também destaca o La Piu Belle, produzido em Aÿ, na região de Champagne, França, demonstrando a presença internacional da Vik e seu interesse em explorar diferentes terroirs.
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