- Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram estruturas microscópicas movidas pela luz, sem uso de combustível.
- Dispositivos, chamados metajatos, flutuam e se deslocam sob feixes de laser com controle preciso.
- Em testes, observaram levitação contra a gravidade e ajuste de velocidade, com luz infravermelha reduzindo aquecimento.
- A tecnologia pode dar origem a velas solares avançadas para impulsionar espaçonaves, possibilitando missões interestelares mais rápidas.
- Se viável em escala maior, viagens até Alpha Centauri poderiam levar cerca de duas décadas, em vez de dezenas de milhares de anos.
Em uma linha de pesquisa que promete revolucionar as viagens espaciais, pesquisadores apresentaram uma abordagem de propulsão movida pela luz. A ideia é usar fótons para empurrar microestruturas, sem combustível tradicional, abrindo caminho para viagens mais rápidas.
O estudo, divulgado pela revista Newton, utiliza metasuperfícies nanométricas para guiar a direção da luz com alta precisão. Ao manipular fótons, as estruturas geram forças controladas que permitem deslocamento de objetos muito pequenos.
Paralelamente, os pesquisadores desenvolveram metajatos, microveículos capazes de flutuar e se mover sob um feixe de laser. Em testes, eles mantiveram trajetória estável e apresentaram levitação contra a gravidade.
Entre os resultados, destaca-se que os metajatos podem ser acelerados com precisão e que a velocidade é influenciada pela própria geometria da estrutura. A presença de luz infravermelha reduz efeitos térmicos.
A lógica é ampliar o conceito para aplicações maiores, como velas solares avançadas que utilizariam luz solar ou lasers potentes para impulsionar espaçonaves. A viabilidade em larga escala ainda está em estudo.
Caso atenda às expectativas, a tecnologia pode reduzir drasticamente o tempo de viagem entre a Terra e sistemas estelares próximos. Uma rota até Alpha Centauri, hoje impensável, poderia, teoricamente, levar décadas.
Além da exploração espacial, os avanços podem ter impactos na medicina e na nanotecnologia, incluindo microrrobôs capazes de atuar dentro do corpo humano. A pesquisa segue em etapas de teste e validação.
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