- A startup Re-Forest Latam, criada em 2023 por Damián Rivadeneira e Paula Gianserra, atua em restauração de florestas nativas com operações já consolidadas na Argentina, Brasil e Bolívia, com entrada prevista no Paraguai.
- O core tecnológico usa cápsulas iSeeds hidrossolúveis com sementes nativas ativadas por microrganismos e extratos botânicos, plantadas por drones autônomos que aceleram o plantio em até 20 vezes.
- A restauração tradicional custa, em média, US$ 7.000 por hectare; a empresa afirma realizar o mesmo trabalho por aproximadamente um quinto desse valor.
- A companhia foi certificada como Empresa B em 2024, captou pouco mais de US$ 1 milhão com o apoio do fundo iThink VC e firmou parcerias com The Nature Conservancy e Fundação Moisés Bertoni.
- O crescimento mira um mercado global de US$ 1,2 bilhão até 2030, com reconhecimento internacional em premiações e participação na COP 28 para iniciativas de descarbonização.
A startup argentina Re-Forest Latam está redesenhando a restauração de ecossistemas com tecnologia de ponta. Fundada em 2023 por Damián Rivadeneira, CEO, e Paula Gianserra, COO, a empresa oferece soluções climáticas B2B com foco em restauração em larga escala, reduzindo custos.
A empresa iniciou com um aporte próprio de US$ 400 mil e 28 meses sem salário, para criar uma estrutura que hoje envolve 12 especialistas e atua em quatro países. A missão é tornar a restauração menos filantrópica e mais escalável.
O diferencial está na integração tecnológica: Tucumán, na Argentina, concentra o polo de biotecnologia e P&D. O coração do modelo são as iSeeds, cápsulas hidrossolúveis com sementes nativas ativadas por microrganismos e nutrientes.
Tecnologia e método
As cápsulas, biodegradáveis e compostáveis, contêm consórcios de bactérias, fungos e extratos botânicos para reduzir o uso de químicos. A eficácia chega a 25 vezes a regeneração natural assistida, validada em operações no Brasil.
Drones autônomos (UAV Tech) plantam milhares de árvores rapidamente, até 20 vezes mais veloz que métodos tradicionais. A atuação aborda áreas de difícil acesso, como bacias altas e terrenos remotos, com topografia acidentada.
Antes da semeadura, a empresa usa GIS, sensores multiespecrais e dados de satélite para diagnosticar a cobertura vegetal e a topografia. O planejamento é seguido por monitoramento contínuo, cruzando dados de campo com imagens para confirmar resultados.
Mercado, parcerias e impacto
A empresa é certificada como Empresa B desde 2024 e mira três verticais: empresas com passivos ambientais, proprietários de terras e governos que buscam descarbonização. O custo de restauração necessário na América Latina é de cerca de US$ 7 mil por hectare; a Re-Forest Latam afirma reduzir para um quinto desse valor.
Na prática, já foram realizados 14 pilotos pagos no último ano e firmadas alianças com The Nature Conservancy e Fundação Moisés Bertoni. A rodada de captação passou de pouco mais de US$ 1 milhão, liderada pelo fundo iThink VC.
A startup recebeu reconhecimentos internacionais, incluindo prêmios nos Green Solutions Awards de Israel, Climate Positive Awards e menção da OEA via a rede Americas Competitiveness Exchange. Também foi selecionada na COP28 como iniciativa para descarbonização global.
Operações e perspectivas
Com operações consolidadas na Argentina, Brasil e Bolívia, o plano é expandir para o Paraguai, tendo já assinado convênio marco. O objetivo financeiro é chegar a um mercado global estimado em US$ 1,2 bilhão para 2030.
Os fundadores indicam um caminho pragmático: manter o foco no impacto ambiental sem abandonar a viabilidade econômica, buscando futuras saídas estratégicas por meio de listagem ou aquisição, quando houver continuidade do impulso ambiental.
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