- Três pessoas morreram e outras três ficaram doentes a bordo do cruzeiro MV Hondius, que saiu da Argentina há cerca de três semanas e seguia para Cabo Verde, passando pela Antártida.
- O surto é associado ao hantavírus, transmitido por roedores; em um dos seis casos que adoeceram, o vírus já foi confirmado.
- A embarcação ficou ancorada próximo a Cabo Verde e as autoridades locais não autorizaram o desembarque de passageiros que precisam de atendimento médico.
- O Ministério das Relações Exteriores da Holanda confirmou a morte de dois passageiros holandeses; um passageiro doente estava na unidade de terapia intensiva na África do Sul. A imprensa britânica informou que esse passageiro também é britânico.
- A Organização Mundial da Saúde está coordenando a retirada médica de dois passageiros sintomáticos e avaliando o risco à saúde pública; não há tratamento específico para hantavírus, apenas suporte clínico.
Três pessoas morreram e outras três adoeceram a bordo de um cruzeiro com possível surto de hantavírus. O navio MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, ficou ancorado perto de Cabo Verde neste domingo. A embarcação havia saído da Argentina há cerca de três semanas, com paradas na Antártida e outros destinos, rumo ao Atlântico Sul.
A OMS informou que está investigando o caso e confirmou hantavírus em uma das seis pessoas que adoeceram. Dois passageiros envolvidos seguem com avaliação médica, enquanto autoridades holandesas buscam a repatriação de pacientes sintomáticos e do corpo de uma pessoa falecida. Cabo Verde não autorizou desembarques médicos.
Doença causada por roedores pode se disseminar por aerossol de fezes e urina. Sintomas iniciais lembram gripe e, em alguns casos, a doença evolui para insuficiência respiratória. Não há tratamento específico, apenas suporte clínico, com ventilação em quadros graves.
A OMS afirmou estar coordenando a retirada médica de dois pacientes e avaliando o risco à saúde pública, além de apoiar a tripulação e os demais passageiros a bordo. Autoridades de Cabo Verde, da África do Sul e do Reino Unido não haviam respondido a pedidos de comentário até o momento.
Pelo lado das autoridades, um porta-voz holandês confirmou as mortes de dois passageiros, sem detalhar identidades. A investigação segue para esclarecer a origem do surto e evitar novas contaminações, enquanto a operação de repatriação segue em curso.
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