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Unifesp inaugura laboratório de diagnóstico molecular para pacientes do SUS

Laboratório multiômico espacial integra pesquisa e atendimento público, ampliando detecção precoce de câncer e tratamentos personalizados pelo SUS

Hemocentro foi criada para aplicar tecnologias genômicas e moleculares no atendimento de pacientes do SUS
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  • Unifesp inaugurou o Laboratório de Multiômica Espacial do Centro Avançado de Diagnóstico Molecular, no Hemocentro do Hospital São Paulo, com investimento de R$ 10 milhões, majoritariamente da FAPESP, para atender pacientes do SUS.
  • O projeto cria o primeiro centro público avançado de pesquisa e diagnóstico molecular do Brasil, com apoio da Finep e bolsas da Capes e do CNPq, e parceria com o Ministério da Saúde para atendimento inicial no Hospital São Paulo, com expansão gradual.
  • O objetivo é ampliar a detecção precoce de câncer e de doenças neurodegenerativas e imunológicas por meio de biomarcadores, favorecendo tratamentos personalizados e redução de custos no sistema público.
  • Tecnologias como o dPCR (PCR Digital) e o Xenium Analyzer (transcriptoma espacial) permitem analisar até cinco mil alvos em tecidos, além de possibilitar diagnósticos a partir de pequenas amostras e da biopsia líquida.
  • O laboratório foi apresentado como avanço significativo na medicina de precisão, com visão de integrar pesquisa básica e aplicada ao atendimento público e buscar maior integração entre recursos estaduais e federais.

O Unifesp inaugurou o Laboratório de Multiômica Espacial do Centro Avançado de Diagnóstico Molecular no Hemocentro do Hospital São Paulo. O projeto visa aplicar tecnologias genômicas no atendimento de pacientes do SUS, integrado a pesquisa básica e aplicada. O investimento foi de cerca de R$ 10 milhões, majoritariamente financiado pela FAPESP.

A instalação, considerada o primeiro centro público avançado de diagnóstico molecular do Brasil, contou com recursos da Finep e bolsas da Capes e do CNPq. A parceria com o Ministério da Saúde prevê atendimento inicial aos pacientes do Hospital São Paulo, com expansão gradual para redes municipais e estaduais.

Soraya Smaili, coordenadora do centro, aponta foco na detecção precoce de câncer e de doenças neurodegenerativas e imunológicas por meio de biomarcadores. O objetivo é oferecer diagnósticos mais precisos para apoiar tratamentos personalizados e reduzir custos.

Entre as tecnologias empregadas estão o dPCR para detecção ultrassensível de material tumoral e o Xenium Analyzer, que mapeia a expressão gênica dentro de tecidos. A plataforma permite analisar até 5 mil alvos simultâneos e facilita a biopsia líquida a partir de amostras de sangue.

A iniciativa recebeu elogios de dirigentes de ciência e saúde, ressaltando o papel de resultados clínicos diretos. O presidente da FAPESP destacou a relação entre ciência de resultados e melhoria da qualidade de serviços públicos. A articulação entre recursos estaduais e federais também foi destacada como modelo para o Brasil.

Representantes de órgãos públicos e entidades científicas consideraram o laboratório um marco para a medicina de precisão. A cerimônia contou com participação de autoridades do Governo Federal, do Governo de São Paulo e da Unifesp, além de especialistas convidados.

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