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Autoridades planejam retirar passageiros de cruzeiro após surto de hantavírus

Autoridades estudam retirar passageiros de cruzeiro com hantavírus após três mortes; cerca de cento e cinquenta ainda permanecem a bordo

Autoridades de Cabo Verde não permitiram que o navio atracasse no país
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  • Cerca de cento e cinquenta passageiros ainda estão a bordo do cruzeiro Hondius após um surto suspeito de hantavírus, com três pessoas mortas até o momento.
  • O Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda confirmou hantavírus em um dos pacientes com sintomas; uma mulher holandesa que morreu também testou positivo, segundo fontes.
  • A Organização Mundial da Saúde informou que o risco para o público em geral é baixo, mas autoridades de Cabo Verde impediram o atracamento do navio por precaução.
  • A Oceanwide Expeditions afirmou que todos os passageiros foram orientados a permanecer em cabines; a empresa busca repatriar dois membros da tripulação com sintomas, além do corpo de um cidadão alemão e de um convidado próximo ao falecido.
  • O Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, em março, em viagem anunciada como expedição à Antártida; os preços variavam entre dezesseis mil e vinte e cinco mil dólares por atracação.

Cerca de 150 pessoas permanecem a bordo do cruzeiro Hondius, após a identificação de um possível surto de hantavírus entre passageiros e tripulação. Três mortes já foram confirmadas: um casal holandês e um cidadão alemão. Um britânico também foi encaminhado para tratamento na África do Sul.

O incidente ocorre em águas próximas a Cabo Verde, onde o navio de turismo de luxo, com passagens principalmente de britânicos, norte-americanos e espanhóis, ficou retido por precaução. O transporte de corpos e a repatriação de tripulantes com sintomas estão sendo organizados pela operadora Oceanwide Expeditions.

O Instituto Nacional de Saúde Público e Meio Ambiente da Holanda (RIVM) confirmou um caso de hantavírus entre os pacientes com sintomas. A confirmação envolve uma mulher holandesa que também morreu, segundo fonte próxima ao tema. Ainda não há clareza sobre a extensão do surto.

Segundo o RIVM, ainda é incerta a origem da infecção. Uma hipótese envolve transmissão por roedores a bordo, outra aponta para infecção durante paradas na América do Sul. O período de incubação do hantavírus pode variar entre uma e oito semanas.

A OMS informou que o risco para o público em geral é baixo e que não há necessidade de pânico ou restrições de viagem. Enquanto isso, autoridades locais impediram o atracamento do Hondius para evitar propagação do vírus.

A Oceanwide Expeditions disse que, por precaução, todos os passageiros foram instruídos a permanecer em cabines. A empresa planeja repatriação de dois membros da tripulação com sintomas, de nacionalidades britânica e holandesa, além do corpo do alemão falecido e de um convidado próximo ao falecido sem sintomas.

As autoridades espanholas afirmaram que ainda não receberam pedido formal para desembarque no arquipélago. O ministério das Relações Exteriores da Holanda não respondeu a solicitações de comentário. الرح

O roteiro do Hondius iniciou em Ushuaia, na Argentina, em março, com roteiro que inclui a Antártida, as Malvinas, Geórgia do Sul e outras ilhas. A viagem de alto padrão teve preços entre 14 mil e 22 mil euros.

O Departamento de Saúde da África do Sul confirmou que dois dos mortos holandeses morreram em situações distintas: o homem de 70 anos em Santa Helena e a esposa de 69 anos no Aeroporto OR Tambo, na África do Sul. O britânico doente estava sob tratamento particular em Johanesburgo.

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