- A Anvisa autorizou a fabricação local da vacina contra chikungunya, XCHIQ, pelo Instituto Butantan, para uso no Brasil e possível incorporação ao SUS.
- A produção passa a ocorrer no Brasil, mantendo o mesmo desenvolvimento da Valneva; o Butantan ficará responsável por parte do processo com os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia.
- A vacina é indicada para pessoas de 18 a 59 anos em situações de maior risco de exposição ao vírus chikungunya.
- A XCHIQ já recebeu aprovação internacional (FDA e EMA) e, no Brasil, deve oferecer custo menor com fornecimento garantido; nos EUA, 4 mil voluntários participaram de testes.
- A notícia também destaca que a chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e que, no ano passado, ocorreram mais de 620 mil casos globalmente; no Brasil, foram mais de 127 mil casos e 125 mortes.
A Anvisa autorizou nesta segunda-feira (4/5) a fabricação local da vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a Valneva. A aprovação permite incorporar o imunizante ao SUS e manter a mesma qualidade do produzido na França.
A versão brasileira, batizada de XCHIQ, terá parte do processo produtivo em fábricas do Butantan, com formulação e envase realizados no Brasil. A decisão mantém o padrão de segurança e eficácia já estabelecido, mas reduz custos para o sistema público.
A vacina é indicada para pessoas de 18 a 59 anos com maior risco de exposição ao vírus. O imunizante já havia tido autorização regulatória no Brasil em abril do ano passado, antes da transferência da produção para o Butantan.
A XCHIQ possui aprovação internacional, incluindo FDA e EMA. Em testes com 4 mil voluntários nos EUA, a eficácia atingiu 98,9% na produção de anticorpos neutralizantes, segundo dados publicados pela The Lancet.
A droga é contraindicada para gestantes e indivíduos imunodeprimidos ou imunossuprimidos. A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, igual ao vetor da dengue, e pode provocar febre alta, dores articulares e complicações.
No cenário global, a Organização Pan-Americana da Saúde registrou cerca de 620 mil casos da doença no ano passado. No Brasil, o Ministério da Saúde informou mais de 127 mil casos e 125 mortes. Esses números reforçam a relevância da vacinação.
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