- Peter Thiel liderou rodada de dezenove US$ 140 milhões na Panthalassa, startup que planeja usar energia das ondas para data centers flutuantes alimentados por IA.
- A unidade de produção piloto ficará no Oceano Pacífico, com objetivo de iniciar produção comercial no próximo ano.
- O sistema envolve uma estrutura de aço submarina com servidor de IA em um contêiner, navios capaz de seguir as ondas sem motor e refrigeração pela água do mar.
- Investidores adicionais na rodada incluem Marc Benioff, Max Levchin e John Doerr; a Founders Fund já havia apoiado a empresa em 2018.
- A Panthalassa afirma que a energia das ondas é barata, sustentável e operável 24 horas por dia, com módulos sem emissões e sem necessidade de ancoragem ao fundo.
Peter Thiel, cofundador do PayPal, liderou uma rodada de US$ 140 milhões na startup Panthalassa, que pretende usar energia das ondas para alimentar frotas flutuantes de data centers com IA. O anúncio foi feito na segunda-feira, 4 de maio.
A Panthalassa planeja expandir uma unidade de produção piloto no Oceano Pacífico e iniciar produção comercial no próximo ano. A empresa já opera com equipamentos de aço sob a superfície e um contêiner com o servidor de IA resfriado pela água do mar.
Área de atuação, tecnologia e vantagem: as embarcações podem navegar sozinhas até o destino, impulsionadas pelas ondas, sem motor. O modelo não precisa de fundeamento oceânico profundo e promete maior escalabilidade.
Equipe e parcerias: a empresa conta com ex-engenheiros de SpaceX, Boeing, NASA, Tesla e Apple. O CEO e cofundador, Garth Sheldon-Coulson, participou de pesquisas em IA e energia no Bridgewater.
Investidores e apoio: além de Thiel, participam da rodada Marc Benioff, Max Levchin e John Doerr. A Founders Fund, fundo de Thiel, já havia apoiado a Panthalassa em 2018.
Contexto do mercado: a demanda por capacidade de IA supera a oferta; investidores buscam opções de geração de energia para IA, incluindo projetos fora do modelo tradicional, como energia oceânica e centros de dados móveis.
Sobre o funcionamento: o sistema utiliza componentes de aço, sem peças móveis complexas, o que facilita a fabricação em escala. A tecnologia depende de oceanos com ondas constantes, funcionando como uma bateria 24/7.
Posicionamento e próximos passos: o local exato da frota não foi divulgado. A Panthalassa avalia locais com ondas adequadas e baixa densidade de tráfego marítimo para instalar grandes frotas.
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