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Hantavirose é investigada após três mortes em cruzeiro no Atlântico

Três mortes a bordo de cruzeiro no Atlântico acionam investigação sobre hantavírus transmitido por roedores; OMS registra risco limitado fora do navio

Fotografia do Micrografia eletrônica de transmissão do hantavírus Sin Nombre. Os hantavírus que causam a síndrome pulmonar por hantavírus (SPH) são transmitidos pelas fezes de roedores, especialmente o rato-do-campo.
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  • Três óbitos em um cruzeiro no Atlântico levantam a hipótese de hantavirose, doença transmitida por roedores, com investigação em andamento.
  • O MV Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, há cerca de três semanas, com cerca de cento e fifty pessoas a bordo, incluindo paradas na Antártica, Ilhas Malvinas, Santa Helena e Ascensão.
  • O primeiro caso ocorreu em 11 de abril, com um passageiro holandês de 70 anos que morreu a bordo; o corpo foi trazido à Holanda em 24 de abril e a esposa dele morreu ao desembarcar durante a conexão na África do Sul.
  • Em 2 de maio houve a terceira morte a bordo, de um passageiro alemão; um cidadão britânico adoeceu entre Santa Helena e Ascensão e testou positivo para hantavírus, com outros dois tripulantes apresentando sintomas.
  • A Organização Mundial da Saúde acompanha o caso; o navio ficou próximo a Cabo Verde, sem autorização de desembarque imediato, e apenas um caso foi confirmado laboratorialmente até o momento; o risco de transmissão fora do contexto específico é considerado baixo.

Três mortes a bordo de um navio de cruzeiro no Atlântico geraram investigação de autoridades de saúde sobre hantavirose, uma doença rara transmitida por roedores. O MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, há cerca de três semanas, com destino às Ilhas Canárias.

O navio passou por paradas na Antártica, Ilhas Malvinas, Santa Helena e Ascensão. Em 11 de abril, um passageiro holandês de 70 anos morreu a bordo após sintomas como febre e dor de cabeça. No dia 24 de abril, o corpo foi removido em Santa Helena para a Holanda.

Em 2 de maio, outra morte ocorreu a bordo, de um passageiro alemão cuja idade não foi divulgada. Durante a travessia entre Santa Helena e Ascensão, um britânico ficou internado com hantavírus, e dois tripulantes apresentaram sintomas respiratórios.

Quando e onde ocorreu o maior impacto

A OMS acompanha o caso, com o navio ancorado próximo a Cabo Verde e sem autorização de desembarque. Autoridades locais avaliam o risco, enquanto permanecem em estudo novos casos derivados da embarcação.

O que é hantavírus e como se transmite

O hantavírus é um grupo que vive principalmente em roedores, com transmissão a humanos por secreções de roedores. A infecção ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas. A transmissão entre pessoas é incomum, ocorrendo apenas em casos raros com certas variantes.

Cenário de diagnóstico e desdobramentos

Até o momento, apenas um caso foi confirmado laboratorialmente. Outros seguem em análise. A OMS afirma que o risco de transmissão fora do contexto do navio é baixo e não houve recomendações de restrições de viagens.

Possíveis vias de chegada ao navio

Especialistas trabalham com três hipóteses: presença de roedores a bordo; exposição durante paradas em terra; ou transmissão entre pessoas, considerada menos provável. Surto em cruzeiros por hantavírus é incomum, já que outros vírus costumam prevalecer nesses ambientes.

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