- Três mortes a bordo de um cruzeiro no Atlântico são associadas a hantavírus; um caso foi confirmado e outros cinco estão sob investigação no navio MV Hondius, que viajava entre Ushuaia e Cabo Verde; um paciente está internado em estado grave na UTI na África do Sul.
- O hantavírus pode provocar hantavirose, também chamada Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, transmitida por roedores silvestres.
- A Organização Mundial da Saúde informou que o risco para a população em geral é baixo e não houve recomendação de restrições de viagem.
- Os sintomas iniciais da hantavirose incluem febre, dores (articulações, cabeça, lombar e abdômen) e náuseas; na fase cardiopulmonar: dificuldade para respirar, respiração rápida, batimentos acelerados, tosse seca e pressão baixa.
- Não há tratamento específico; o manejo depende da gravidade e pode envolver oxigênio, suporte circulatório, ventilação, diálise em casos renais e, em alguns situações, antivirais.
O trajeto do cruzeiro MV Hondius, que ligava Ushuaia a Cabo Verde, voltou a chamar a atenção neste fim de semana após confirmar três mortes possivelmente ligadas a um surto de hantavírus. Ao todo, houve um caso confirmado e cinco sob investigação, segundo informações de autoridades de saúde.
Entre as vítimas, três passageiros adoeceram durante a viagem. Um dos pacientes segue internado em estado grave na UTI, na África do Sul. A Organização Mundial da Saúde manteve alerta internacional e acompanha o desdobramento do caso.
O hantavírus pertence à família Hantaviridae e é transmitido por roedores silvestres, que eliminam o vírus pela urina, saliva e fezes. A OMS afirma que o risco para o público em geral é baixo e não recomenda restrições de viagem.
Na prática, a hantavirose apresenta em duas fases. A fase inicial traz febre, dor de cabeça, articulação e lombar, além de desconfortos gastrointestinais. Na fase cardiopulmonar, aparecem dificuldade respiratória, respiração acelerada, tosse seca e hipotensão.
Não há tratamento específico para a hantavirose; a conduta depende da gravidade. Em casos graves, utiliza-se oxigênio, suporte ventilatório e medidas para estabilizar a pressão arterial. Lesões renais podem exigir diálise e uso de antivirais conforme o quadro do paciente.
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