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Impressão 3D e óleos essenciais combatem pragas no campo

Nanotecnologia e impressão 3D encapsulam óleos essenciais em hidrogel, liberando compostos bioativos gradualmente para manejo de pragas mais preciso e sustentável

Entre as novas alternativas promissoras para reduzir o uso de pesticidas sintéticos na agricultura estão os biopesticidas, que agregam o uso de óleos essenciais e nanotecnologia para causar menor impacto ambiental e menor risco à saúde.
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  • Pesquisadores da UNESP Sorocaba, vinculados ao INCT NanoAgro, desenvolveram uma solução com hidrogel que encapsula óleos essenciais para manejo de pragas usando impressão 3D.
  • Os óleos são protegidos dentro de nanopartículas de zeína, com taxa de encapsulamento superior a noventa e nove por cento e estabilidade superior a sessenta dias.
  • As nanopartículas são integradas a hidrogéis formulados com alginato de sódio, pectina e Poloxâmero quatro zero sete, visando maior biocompatibilidade e retenção de água.
  • Em testes com a mosca-branca (Bemisia tabaci), dispositivos formulados com pectina apresentam taxa de atração superior a cinquenta por cento, sugerindo uso como iscas em armadilhas.
  • Os experimentos ocorreram em ambiente de laboratório; o próximo passo é validar em estufas e campo aberto, buscando ampliar aplicações e desenvolver novas formulações.

A pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Sorocaba, em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro), apresenta uma solução sustentável para o manejo de pragas no campo. O estudo combina óleos essenciais com nanotecnologia e impressão 3D para reduzir o uso de pesticidas sintéticos. Os resultados foram divulgados em uma revista científica de divulgação internacional.

O trabalho utiliza hidrogel impresso em 3D para encapsular compostos naturais, como geraniol e eugenol, protegidos dentro de nanopartículas de zeína, proteína extraída do milho. A encapsulação supera 99% de eficiência e mantém estabilidade por mais de 60 dias, permitindo liberação gradual dos ativos. O objetivo é ampliar a eficácia ambiental e reduzir reaplicações.

A equipe descreve o processamento com materiais biocompatíveis, como alginato de sódio, pectina e Poloxâmero 407, que formam hidrogéis estáveis e com boa capacidade de retenção de água. A impressão 3D oferece controle de forma, porosidade e distribuição de ativos, favorecendo aplicações agrícolas sustentáveis.

Armadilha biotecnológica

Em testes com a mosca-branca (Bemisia tabaci), os dispositivos demonstraram elevado potencial de atratividade, com taxas superiores a 50% em formulações à base de pectina. A atração de insetos sugere uso como iscas em armadilhas, permitindo manejo localizado. A estratégia favorece o Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Os resultados indicam uma mudança de abordagem: em vez de pulverizar áreas, prazos-alvos podem ser atraídos para pontos específicos. Com isso, espera-se reduzir o uso de químicos, minimizar impactos ambientais e diminuir o risco de resistência da praga.

Ainda que promissor, o estudo foi realizado em laboratório. O próximo passo envolve testes em estufas e em campo aberto, sob condições climáticas, radiação solar e interação com outros organismos.

Pesquisadores pretendem explorar novos bioativos, outras formulações e formatos de dispositivos, ampliando a aplicação para diferentes culturas e pragas. A perspectiva é aprimorar a eficácia ambiental sem abrir mão da produtividade agrícola.

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