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Musséis invasivos causam estragos nos EUA; governo busca solução urgente

Concurso de até 550 mil dólares busca soluções para frear a propagação de mexilhões invasivos, responsáveis por bilhões em danos às infraestruturas aquáticas

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  • Musséis zebra e quagga são invasoras que prejudicam canais, dutos e equipamentos submersos em hidrelétricas, portos e cais, com gasto anual estimado em US$ 1 bilhão.
  • Elas se movem principalmente pela água de lastro de embarcações recreativas, levando outras espécies aquáticas invasoras.
  • Governo lançou um desafio de premiação no valor de US$ 550 mil para ideias que impeçam a dispersão das musséis, coordenado pelo Bureau of Reclamation (Departamento do Interior) e pela NASA.
  • Zebra mussels chegaram aos EUA em mil novecentos e oitenta e oito, hoje presentes em trinta e dois estados; quagga mussels aparecem em dezenove estados; a golden mussel foi detectada na Califórnia em dois mil e vinte e quatro.
  • Medidas de prevenção incluem inspeção e desinfecção de embarcações; as fases do concurso envolvem propostas, apresentação de protótipos e premiação para desenvolvimento.

O governo federal lançou um concurso de inovação de até 550 mil dólares para conter a disseminação de musselas invasoras nas vias navegáveis dos Estados Unidos. A iniciativa é coordenada pela Bureau of Reclamation, do Departamento do Interior, em parceria com a NASA. O objetivo é encontrar soluções que interrompam a transferência de musselas e larvas pelo água de lastro de embarcações, principalmente barcos de recreio.

As musselas zebra e quagga, introduzidas no país há mais de três décadas, são exemplos de espécies que afetam redes de abastecimento de água, estruturas e equipamentos submersos. O dano anual estimado com reparos e controle ultrapassa US$ 1 bilhão. A presença dessas espécies é associada a alagamentos, entupimento de dutos e impactos na vida aquática local.

O concurso busca propostas inovadoras e não nocivas, capazes de reduzir ou impedir a transposição entre corpos d’água sem gerar resíduos perigosos. A primeira fase envolve submissões de ideias por escrito; até seis trabalhos podem ganhar até US$ 25 mil cada. Em seguida, há uma etapa de pitches, com prêmios de até US$ 50 mil para protótipos, e, por fim, até três prêmios de até US$ 125 mil para a melhor solução.

O que se sabe sobre o problema

As musselas chegaram ao Norte dos EUA em 1988 (zebra) e nos anos seguintes (quagga) e hoje estão presentes em dezenas de estados. Uma terceira espécie, a mussela dourada, foi detectada na Califórnia em 2024. As musselas se prendem a superfícies com filamentos e se multiplicam, prejudicando motores, dutos de resfriamento e estruturas em marinas, barragens e portos.

A disseminação ocorre principalmente pelo água de lastro em embarcações de recreio, que transporta musselas e outros invasores aquáticos. A contaminação pode atrasar operações, exigir inspeções mais frequentes e aumentar custos de manutenção. Em alguns locais, a remoção é feita por mergulhadores ou por tratamentos específicos de água de embarcação.

Como funciona a medida de prevenção e o acompanhamento

As agências federais ressaltam que programas de inspeção e descontaminação, ainda que eficazes, demandam tempo e mão de obra, especialmente na alta temporada de uso de embarcações. O objetivo do concurso é viabilizar soluções práticas que possam ser aplicadas de forma rápida, sem riscos à segurança ou danos às embarcações.

Entre as estratégias já em uso, destacam-se inspeções de barcos, lavagem com água morna e sabão, e descarte adequado de água de live wells e baús de iscas. Pesquisadores ressaltam que o manejo de musselas exige ações integradas, com monitoramento contínuo e cooperação entre órgãos federais, estaduais e comunidades ribeirinhas.

Dinahu Voyles Pulver, especialista em clima e meio ambiente, destaca a busca por soluções que avancem da teoria para a prática, com protótipos que possam ser implementados em grande escala. A competição pretende incentivar o desenvolvimento de métodos que inativem as musselas sem gerar impactos adicionais ao ecossistema ou à segurança náutica.

  • Proceda à limpeza de embarcações antes de entrar na água para remover plantas, animais, areia e lama.
  • Drene água de motores, bojos e compartimentos antes do transporte e mantenha o tampo da água aberto conforme a legislação local.
  • Não utilize água de tanques de pesca ou de água viva em outros corpos d’água.
  • Deixe tudo secar por, no mínimo, cinco dias ou faça a limpeza com pano antes da reutilização.

Dinah Pulver afirma que o foco está na implementação prática, buscando soluções aplicáveis rapidamente para reduzir a disseminação de espécies invasoras em várias regiões do país. A primeira fase das propostas abertas encerra em 29 de maio de 2026, com os vencedores anunciados posteriormente.

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