- A Organização Mundial da Saúde confirmou pelo menos três mortes ligadas ao possível surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, que seguia da Argentina para Cabo Verde; há um caso confirmado e cinco suspeitos sob investigação.
- A OMS informou que investigações detalhadas estão em andamento, com mais testes laboratoriais em curso.
- O hantavírus é transmitido principalmente pela inalação de partículas de roedores, podendo causar Síndrome Pulmonar por Hantavírus ou Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus; a gravidade varia conforme a forma da doença.
- Não há tratamento específico; o manejo é de suporte, com medidas de prevenção como evitar a entrada de roedores e evitar inalação de fezes, urina ou saliva de roedores.
- Comentários sobre casos globais indicam que, anualmente, existem milhares de casos de hantavírus (variam conforme a forma da doença) e que no Brasil foram registrados cerca de 2.377 casos entre 1993 e 2024, com 937 mortes.
Ao menos três mortes ligadas a um possível surto de hantavírus a bordo de um cruzeiro no Atlântico foram confirmadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) neste domingo. Um caso foi confirmado, há cinco suspeitos em investigação. O navio envolvido é o MV Hondius, que fazia a rota Argentina para Cabo Verde.
A OMS informou que as investigações detalhadas sobre os casos suspeitos estão em andamento, com mais testes laboratoriais em curso. O surto chegou a chamar atenção internacional após relatos iniciais de autoridades de saúde. A confirmação envolve casos ocorridos a bordo.
O hantavírus é transmitido por roedores. A contaminação humana ocorre principalmente pela inalação de partículas suspensas no ar, provenientes de fezes secas, urina ou saliva de roedores. Em raros casos, há transmissão por mordidas.
Existem duas doenças graves associadas ao hantavírus. A Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) costuma começar com fadiga e febre, evoluindo para sintomas respiratórios. A taxa de mortalidade da HPS pode atingir cerca de 38%, segundo o CDC.
No Brasil, a hantavirose se manifesta como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). A doença pode evoluir para quadros graves, incluindo falência respiratória e circulatória, conforme o Ministério da Saúde.
Globalmente, estima-se que ocorram cerca de 150 mil casos anuais de HFRS, principalmente na Europa e na Ásia, com a China concentrando boa parte dos casos, segundo o NIH. Dados dos EUA apontam 890 casos entre 1993 e 2023.
O vírus Seoul, uma opção de hantavírus, é encontrado em várias regiões, inclusive nos EUA. No Brasil, entre 1993 e 2024, foram confirmados 2.377 casos de SCPH, com 937 mortes, conforme o Ministério da Saúde. A maior parte dos infectados ocorreu em áreas rurais.
Não há tratamento específico para infecções por hantavírus. O CDC recomenda manejo dos sintomas, com oxigenoterapia, ventilação, antivirais e diálise em casos graves. A prevenção foca na eliminação de roedores e no controle de acessos a residências.
Casos recentes de hantavírus incluem uma morte registrada em fevereiro de 2025 nos EUA. Betsy Arakawa, esposa do ator Gene Hackman, faleceu por doença respiratória relacionada ao hantavírus, segundo investigações médicas. Ninhos de roedores foram encontrados em imóveis ligados ao caso.
A OMS segue monitorando o surto a bordo do MV Hondius, enquanto autoridades de Cabo Verde e Argentina acompanham os desdobramentos. Mais informações devem ser divulgadas conforme avanços das investigações laboratoriais.
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