- Proposta apoiada pela administração Trump pretende adiar até 2035 as novas proteções federais para baleias-corujas-do-atlântico, visando interesses da pesca comercial.
- Atualmente existem cerca de 380 baleias-corcunda-do-atlântico no Atlântico Norte, espécies criticamente ameaçada.
- As áreas protegidas do oceano ajudam nas migrações, mas cientistas dizem que as baleias têm se afastado dessas zonas em busca de alimento, com o oceano aquecendo.
- A legislação seria apresentada pelo deputado Jared Golden, do Maine, com o governo sinalizando apoio presidencial para sancioná-la caso passe pelo Congresso.
- O setor de lagosta e caranguejo do Maine é apontado como fortemente atingido por regulações atrasadas; organisações ambientais criticam a flexibilização.
O governo dos Estados Unidos propõe atrasar as novas proteções federais para as baleias-pretas do Atlântico Norte até 2035, a fim de atender a interesses da pesca comercial. Restam cerca de 380 baleias, que podem morrer em emaranhados de redes de pesca ou por colisões com navios.
As baleias, negras e de grande porte, estão criticamente ameaçadas; seu número caiu nas últimas décadas. Grupos ambientais defendem reduzir mortes e ferimentos para a recuperação da espécie, e áreas protegidas ajudam no trajeto migratório entre o Nordeste dos EUA e o Atlântico.
A proposta, apresentada pelo deputado Jared Golden (D-Maine), adiaria proteções federais até 2035 e permitiria regulamentações menos onerosas à indústria pesqueira. A Casa Branca disse apoiar fortemente a ideia e que o presidente Trump poderia sancioná-la se passar pelo Congresso.
O governo já havia pausado novas regras federais sobre baleias até 2028. Golden afirma que as regulamentações anteriores ameaçavam o setor de lagosta de Maine, segundo ele, com base em ciência considerada falha. A indústria de lagosta e caranguejo movimenta centenas de milhões de dólares ao longo do cais.
O atraso maior permitiria revisar com mais calma os mecanismos de risco para as baleias, sustenta o congressista. A indústria pesqueira da região defende estabilidade a longo prazo, segundo entidade local de pescadores. Oposição ambiental ressalta queda de população no período 2010-2020 e lenta recuperação recente, citando a necessidade de proteção contínua.
Mesmo com avanços, sinais são mistos. Este ano houve 23 pares mãe-filho, o maior desde 2009, informou o New England Aquarium. A baleia, protegida federalmente há mais de 50 anos, segue em status de criticamente ameaçada, segundo a instituição.
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