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Respiração bucal pode afetar sono, aprendizagem e desenvolvimento

Respiração bucal, causada por obstrução nasal, pode comprometer sono, aprendizado e desenvolvimento facial, com ronco, fadiga e alterações dentárias

Diferentemente da boca, a respiração nasal é especializada na realização da filtragem do ar, filtrando impurezas, através dos cílios e do muco – Foto: Magnific
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  • Respiração bucal, em vez da nasal, pode comprometer sono, aprendizagem e desenvolvimento, especialmente em crianças.
  • A respiração nasal filtra, aquece e umidifica o ar, além de trazer mais oxigênio aos tecidos; a boca não faz esse preparo e pode causar secura e irritação.
  • A ocorrência de respiração bucal em jovens varia entre 11% e 56%, conforme critérios diagnósticos e população estudada.
  • Causas comuns incluem rinite alérgica, aumento das adenoides e amígdalas; quando persistente, a respiração pela boca pode se tornar habitual, também durante o sono.
  • Soluções vão desde tratamento da causa (controle da rinite, lavagem nasal, medicações) até cirurgia para adenoides/amígdalas; recomenda-se avaliação de otorrinolaringologista, ortodontista e fonoaudiólogo.

A respiração bucal, quando ocorre de forma habitual, pode impactar sono, aprendizado e desenvolvimento. Especialistas apontam que a proporção de crianças que respiram pela boca varia conforme critérios diagnósticos e faixa etária, mas dados consistentes ficam entre 11% e 56%.

A saúde nasal desempenha papel central no preparo do ar para os pulmões. Por meio dos cílios e do muco, o ar é filtrado, aquecido e umidificado. A respiração pela boca não faz esse filtro e pode favorecer irritação e secura das vias aéreas.

A avaliação médica é fundamental para entender as causas. O diagnóstico geralmente envolve otorrinolaringologista, ortodontista e, às vezes, fonoaudiólogo, já que sinais da face e da arcada dentária ajudam a identificar o quadro.

Causas e consequências

A principal razão para a respiração bucal é a obstrução nasal, causada por rinite alérgica, aumento das adenoides ou das amígdalas, entre outras causas. Quando persiste, a respiração oral pode ocorrer também durante o sono.

Durante o sono, podem ocorrer ronco, sono agitado e pausas respiratórias. Durante o dia, cansaço, irritabilidade, dificuldade de atenção e baixo rendimento escolar são relatos comuns em crianças com esse hábito.

A boca aberta altera a posição da mandíbula, favorecendo alterações na face e na arcada dentária. Pode ocorrer atresia maxilar, mordida cruzada e palato mais estreito, além de protrusão dos dentes pré-molares.

Corrigindo o costume

A solução envolve identificar e tratar a causa da dificuldade respiratória, não apenas orientar a criança a manter a boca fechada. A avaliação médica é crucial para aumentar as chances de melhora.

Tratamento pode incluir controle de rinite, lavagem nasal, medicações específicas e, em casos mais graves, cirurgia para adenoides ou amígdalas. Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores as chances de evitar impactos no sono e no desenvolvimento.

A abordagem ideal envolve uma tríade de profissionais: otorrinolaringologista, ortodontista e fonoaudiólogo. O otorrino atua na desobstrução das vias aéreas, o ortodontista corrige a mordida e a posição dentária, e o fonoaudiólogo treina a respiração nasal funcionalmente.

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