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Cruzeiro com casos de hantavírus: o que se sabe até o momento

Cruzeiro com hantavírus mantém quarentena; dois casos confirmados e sete suspeitos; passageiros devem desembarcar em Cabo Verde e seguir para Ilhas Canárias, sob monitoramento

Imagem colorida mostra navio de cruzeiro - Metrópoles
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  • O cruzeiro MV Hondius está em quarentena com dois casos confirmados de hantavírus e cinco suspeitos, totalizando sete casos em investigação; navio está com 149 pessoas a bordo, de 23 nacionalidades, em isolamento.
  • Três passageiros morreram; dois já tiveram a doença confirmada. Quatro pessoas com sintomas devem desembarcar em Cabo Verde, em duas aeronaves, e serão levadas para os Países Baixos.
  • O navio deve seguir para as Ilhas Canárias, na Espanha, onde o governo autorizou o desembarque; viagem prevista de três a quatro dias.
  • A Organização Mundial da Saúde acompanha o caso, realizou inspeção no navio e não descarta transmissão humana entre contatos próximos; risco para a população em geral é considerado baixo no momento.
  • Casos detalhados: Caso 1, homem, sintomas em 6 de abril; morreu em 11 de abril a bordo. Caso 2, mulher ligada ao caso 1, desembarcou em Santa Helena e faleceu; PCR confirmou hantavírus em 4 de maio. Caso 3, homem evacuado para a África do Sul e confirmado por PCR em 2 de maio. Caso 4, mulher morreu em 2 de maio. Casos 5, 6 e 7 apresentam febre ou sintomas gastrointestinais.

O cruzeiro MV Hondius permanece em quarentena após a detecção de casos suspeitos de hantavírus a bordo. Dois casos já foram confirmados, e cinco permanecem sob investigação. O navio está atracado em Cabo Verde, com desembarque de alguns passageiros programado para hoje.

Até o momento, sete casos suspeitos foram identificados entre os 149 tripulantes e passageiros, de 23 nacionalidades. Três passageiros já faleceram e outras três pessoas apresentam sintomas que justificaram a retirada do navio. O governo cabo-verdiano autorizou o desembarque para atendimento externo.

Desdobramentos e ações internacionais

A OMS acompanha o caso e realizou inspeção no navio. A possibilidade de transmissão entre pessoas é considerada rara, mas não pode ser descartada em contatos próximos. A OMS afirmou que o risco para a população global é baixo e mantém monitoramento constante.

Casos detectados

Caso 1: em 6 de abril, um homem apresentou febre e diarreia leve a bordo e evoluiu para insuficiência respiratória, falecendo em 11 de abril. O corpo foi removido para Santa Helena em 24 de abril.

Caso 2: uma mulher que teve contato com o Caso 1 desembarcou em Santa Helena em 24 de abril, piorou durante voo para Joanesburgo e faleceu após chegar ao pronto-socorro em 26 de abril; o diagnóstico foi confirmado por PCR em 4 de maio.

Caso 3: homem com febre, falta de ar e pneumonia foi evacuado para a África do Sul em 27 de abril e está em UTI; PCR confirmou hantavírus em 2 de maio.

Caso 4: mulher com pneumonia faleceu em 2 de maio, com início de sintomas em 28 de abril.

Casos 5, 6 e 7: três passageiros apresentaram febre ou sintomas gastrointestinais, com dois recebendo atendimento médico urgente.

Onde os passageiros vão desembarcar

O navio permanece atracado em Cabo Verde, com isolamento dos ocupantes. A Espanha autorizou o desembarque daqueles que necessitam de atendimento médico, para transferência às Ilhas Canárias, em operação prevista para três a quatro dias. A logística envolve uso de aeronaves especializadas.

O que se sabe sobre hantavírus

O hantavírus é uma doença respiratória rara. A transmissão ocorre principalmente por contato com excreções de roedores, e pode haver transmissão entre pessoas em contatos próximos. O período de incubação costuma variar entre duas e quatro semanas. Não há vacinas ou tratamentos específicos; o manejo envolve suporte clínico, com boa recuperação quando há internação adequada. O risco global é considerado baixo pela OMS, que segue monitorando o caso.

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