- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que há “algo bastante sólido na mesa” para um acordo com o Irã que pode encerrar o conflito, com a possibilidade de chegar na segunda-feira, durante visita à Índia (Nova Délhi).
- Rubio afirmou que ainda há trabalho em andamento, após o presidente Donald Trump dizer que ordenou aos negociadores para não apressarem um acordo; ele mencionou que houve avanços, mas não confirmação definitiva.
- O que estaria em negociação inclui uma extensão de 60 dias de cessar-fogo, a reabertura do estreito de Hormuz e novas negociações sobre o programa nuclear do Irã.
- Abertura de mercados financeiros: preços do petróleo caíram significativamente e os índices asiáticos subiram, com esperanças de acordo.
- Diversas vozes no Partido Republicano reagiram com ceticismo ou críticas a um possível acordo, destacando que alguns pontos ainda estariam pendentes e que a relação com o Irã continua a ser objeto de debate.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que negociações com o Irã têm “algo sólido na mesa” e que um acordo para encerrar o conflito pode ocorrer na segunda-feira. O comentário foi feito durante visita à Índia.
Rubio afirmou ainda que as negociações estão em andamento e que não se pode antecipar conclusões. O teor do que foi apresentado envolve um cessar-fogo de 60 dias e medidas para abrir o Estreito de Hormuz, além de futuras conversas sobre o programa nuclear iraniano.
Horas antes, o presidente Donald Trump disse ter instruído os negociadores a não se apressarem para fechar um acordo, mantendo abertura para mudanças. A declaração ocorreu após Trump indicar que um acordo poderia estar próximo.
Segundo a imprensa, o acordo em discussão prevê a extensão do cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Hormuz e negociações adicionais sobre o programa nuclear iraniano. A ideia é reduzir tensões na região.
Mercados reagiram de forma mista: o preço do petróleo caiu acentuadamente e bolsas asiáticas subiram após as notícias. Analistas sinalizam que a evolução dependerá da confirmação de Beijing, Moscou e outros parceiros.
Esferas oficiais do Irã sugeriram que as duas partes estão muito próximas, mas ainda distantes de um entendimento completo. O ministério das Relações Exteriores afirmou que as partes estão “madas ao mesmo tempo muito próximas e muito distantes”.
Conforme relatos da imprensa norte-americana, o acordo sinalizado não seria uma solução final e deixaria questões críticas para tratativas futuras, como o alcance do alivio de sanções, a liberação de fundos congelados e limites ao programa nuclear.
Entre os republicanos, houve críticas ao eventual acordo. O senador Ted Cruz o definiu como erro catastrófico; Roger Wicker, que preside a Comissão de Serviços Armados do Senado, afirmou que um cessar-fogo de 60 dias poderia comprometer conquistas anteriores.
O presidente Trump rebateu os críticos, afirmando que não dá ouvidos a opositores e que, se fechar um acordo com o Irã, este será “bom e adequado”. Em postagens, ele destacou que o Irã não deve ter armas nucleares.
O conflito entre EUA e Irã começou com ataques mútuos na região, seguidos por ações que incluíram bloqueio e resposta a ataques a territórios aliados. A tensão elevou o preço do petróleo global.
Desde o início do conflito, o Irã nega a intenção de desenvolver armas nucleares, argumentando que seu programa é pacífico. As autoridades iranianas destacam que não buscam arma nuclear.
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