- Estudo ELSA-Brasil acompanha 15 mil adultos em seis estados há mais de quinze anos, mostrando que a prática regular de atividade física favorece o envelhecimento saudável.
- Seguir as diretrizes da OMS, com 150 minutos semanais de atividade moderada a vigorosa, está associado a redução de cerca de 25% no risco de mortalidade em cinco anos.
- Em relação aos sedentários, pessoas ativas apresentam menos mortes; trocar 10 minutos diários de sedentarismo por movimento pode salvar vidas.
- Os benefícios são multissetoriais: melhora metabólica e cardiovascular, preservação cognitiva, menor rigidez arterial, menos hipertensão e diabetes; em torno de 7 mil passos diários já impactam positivamente a mortalidade.
- Políticas públicas e ambiente facilitam o acesso ao movimento: Guia de Atividade Física, Academia da Saúde e áreas verdes próximas aumentam a prática de atividade física pela população.
Em 2024, estudo com 15 mil brasileiros revela que a prática regular de atividade física é o principal investimento para o envelhecimento saudável. Dados do ELSA-Brasil mostram benefícios multissistêmicos para saúde, bem-estar e qualidade de vida, independentemente de ser atleta.
A pesquisa acompanha adultos em seis estados há mais de 15 anos, financiada pelo Ministério da Saúde e apoiada por ciência e tecnologia, entre outras instituições. O trabalho aponta que o sedentarismo é um problema em evolução, especialmente na fase de aposentadoria.
Ao deixar o mercado de trabalho, o risco de inatividade aumenta: 65% entre homens e 55% entre mulheres, segundo o boletim do estudo. A deskipção reforça que movimento diário é crucial para reduzir mortalidade e prevenir doenças crônicas.
A atividade física, definida como qualquer movimento com gasto energético além do repouso, funciona como um “polifármaco” natural. Entre os impactos observados estão melhoria metabólica, cardiovascular, preservação cognitiva e bem-estar.
Alcançar a meta da OMS de 150 minutos semanais de intensidade moderada a vigorosa está associado a queda de mortalidade de cerca de 25% em cinco anos. A prática regular reduz aproximadamente uma morte a cada quatro entre sedentários.
Entre os fatores de estilo de vida, o ambiente urbano influencia o comportamento. Áreas com parques e infraestrutura para caminhar elevam a probabilidade de atividade física, destacando o papel de políticas públicas e urbanismo.
No âmbito público, o SUS, por meio de ações como as Academias da Saúde, busca democratizar o acesso ao movimento. Guias oficiais orientam que qualquer tipo de atividade conta, desde lazer até deslocamento e tarefas domésticas.
A divulgação científica tem papel central para traduzir evidências em hábitos diários. Boletins temáticos do ELSA-Brasil ajudam a entender conceitos como diferença entre atividade física e exercício, promovendo mudança de hábitos sem jargões.
O estudo reforça que nunca é tarde para começar. Substituir 10 minutos diários de sedentarismo por movimento moderado pode reduzir o risco de morte a curto prazo, conforme a evidência disponível.
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