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FEA-Unicamp transforma bagaço de maracujá em bioativos para alimentos e cosméticos

FEA-Unicamp transforma bagaço de maracujá em bioativos antioxidantes, por método sustentável com CO2 supercrítico, com aplicações em alimentos e cosméticos

Pesquisas conduzidas na FEA-Unicamp identificaram, nas sementes do maracujá, substâncias com potencial antioxidante e antienvelhecimento
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  • A Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp desenvolveu um extrato a partir do bagaço do maracujá, buscando aproveitar subprodutos da industrialização da fruta.
  • O método utiliza dióxido de carbono em condições de fluido supercrítico e uma mistura de água com etanol, resultando em frações ricas em bioativos, incluindo tocoferóis, tocotrienóis e compostos fenólicos.
  • Os extratos, combinados em miniemulsões, concentram as propriedades bioativas da parte lipídica e hidroetanólica do bagaço, com potencial antioxidante e capacidade de inibir enzimas que degradam elastina e colágeno.
  • A tecnologia já teve aplicação inicial na indústria cosmética, com a startup Rubian licenciando a patente e desenvolvendo formulações para loções, cremes e séruns; o primeiro produto, com a molécula Piceatannol, foi lançado em 2022 sob a marca Rejuvenate.
  • A Rubian planeja expandir para mercados internacionais e está testando uso como nutricosmético, com estudos de performance e segurança para ingestão oral.

A Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, em Campinas, desenvolveu um extrato a partir do bagaço do maracujá que já começa a ser utilizado em produtos comerciais. O objetivo é aproveitar resíduos da produção da fruta Passiflora edulis para criar bioativos naturais com aplicações industriais.

O projeto, coordenado pelo professor Julian Martínez, teve início em 2013, a partir de um doutorado que buscava alternativas para o aproveitamento de subprodutos do maracujá. A escolha pela fruta se justifica pela adaptação ao clima brasileiro e pelo alto volume de produção.

Segundo Martínez, o bagaço, composto por semente e casca, chega a representar até 70% do peso do fruto descartado na cadeia de produção. A equipe já identificava substâncias de valor nutricional e farmacêutico nas sementes, visando extrair componentes de alto valor.

A tecnologia empregada combina métodos de extração sustentáveis com CO2 em estado supercrítico e uma mistura de água e etanol para extrair diferentes bioativos. Os extratos resultantes formam miniemulsões que preservam propriedades antioxidantes.

Os componentes extraídos incluem ácidos graxos poli-insaturados, tocoferóis e tocotrienóis, além de fenólicos, com potencial de inibição de enzimas que degradam elastina e colágeno, e estímulo à renovação celular. Esses efeitos são relevantes para cosméticos e cosmecêuticos.

Um dos desdobramentos ocorre na parceria com a Rubian Extratos, startup da Unicamp licenciada para explorar a aplicação cosmética da molécula principal, o Piceatannol. A empresa já realizou testes analíticos, de performance e segurança, com apoio da Fapesp, para formulações em loções, cremes e séruns.

O primeiro produto foi lançado em 2022 no canal magistral, com a marca Rejuvenate, voltada à dermocosmética. Hoje, a Rubian planeja ampliar a comercialização para o mercado internacional e desenvolver estudos para uso como nutricosmético, inclusive em formato de ingestão oral.

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