- O cruzeiro de luxo M/V Hondius, com bandeira holandesa, partiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde, levando cerca de 150 turistas de várias nacionalidades.
- Três pessoas morreram e ao menos outras três estão doentes após um possível surto de hantavírus a bordo.
- O navio permanece próximo à costa de Cabo Verde e não tem autorização para atracar; ninguém pode desembarcar.
- A Organização Mundial da Saúde afirma que a transmissão entre pessoas é rara, ocorrendo principalmente entre contatos próximos, como casais em cabine.
- A OMS informou que o foco é remover dois pacientes doentes para a Holanda; o navio deve seguir para as Ilhas Canárias; o risco ao público em geral é considerado baixo.
O cruzeiro de luxo M/V Hondius, com bandeira holandesa, viveu um surto suspeito de hantavírus. O navio, que partiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde, registrou três mortes e ao menos três casos de doença entre cerca de 150 turistas de diversas nacionalidades. O incidente levou a embarcação a permanecer próximo à costa de Cabo Verde, sem autorização para atracar.
Entre as vítimas fatais estão um casal holandês de 70 e 69 anos e um cidadão alemão. O navio continua sem permitir desembarque, enquanto autoridades investigam a origem e a transmissão do vírus a bordo.
O que é hantavírus e como ele é transmitido
O hantavírus é um grupo de vírus que pode causar doenças nos pulmões ou nos rins. A forma pulmonar é a mais associada a maior mortalidade, estimada em torno de 40%. A transmissão ocorre principalmente por roedores, por meio de fezes, urina ou saliva, liberadas no ar durante a limpeza de ambientes infestados.
Sintomas e tratamento
Os primeiros sinais lembram gripe, como febre e cansaço, surgindo de uma a oito semanas após a exposição. Em poucos dias, pode evoluir para dificuldade respiratória e acúmulo de líquido nos pulmões. Não existe tratamento específico; o manejo é de suporte, com hidratação e repouso, e, em casos graves, ventilação.
Prevenção e orientações
Especialistas destacam o controle de roedores e a limpeza adequada de áreas possivelmente contaminadas. Evitar varrer ou aspirar fezes secas de roedores é recomendado, para não dispersar partículas.
Situação atual e perspectivas
A Organização Mundial da Saúde informou que a hipótese principal é de infecção fora do navio para o casal que morreu, possivelmente durante atividades realizadas na região de observação de aves na Argentina. A possibilidade de transmissão entre pessoas permanece considerada rara, ocorrendo apenas entre contatos muito próximos, como pessoas que dividem cabines.
Segundo a OMS, dois passageiros com quadro clínico ainda a bordo devem seguir para a Holanda, após o que o navio deve seguir para as Ilhas Canárias. O organismo reiterou que o risco ao público em geral é baixo e reforçou a necessidade de monitoramento e medidas de biossegurança a bordo.
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