- Cruzeiro holandês Hondius registrou três mortes por hantavírus; há um caso confirmado e cinco suspeitos; navio fica na costa de Cabo Verde e partiu da Argentina há cerca de três semanas.
- Hantavírus é uma zoonose viral que pode causar Síndrome Cardiopulmonar; os reservatórios são roedores silvestres e a transmissão ocorre principalmente pela inalação de aerossóis de urina, fezes ou saliva de roedores.
- Os sintomas podem começar com febre e dor no corpo, evoluindo para dificuldade respiratória e queda de pressão; a doença pode apresentar fases cardiovasculares e, em alguns casos, síndrome hemorrágica com insuficiência renal.
- O diagnóstico é feito com ELISA IgM, imunohistoquímica e RT-PCR; não há vacina nem tratamento específico, o manejo é de suporte.
- A Organização Mundial da Saúde informou um infectado em tratamento intensivo na África do Sul; por ora, o risco para o Brasil é considerado baixo, mas a situação é monitorada.
O hantavírus voltou a aparecer nos noticiários após três mortes a bordo do cruzeiro Hondius, da Holanda, que estava na costa de Cabo Verde, África. O navio partiu da Argentina há cerca de três semanas. Ao todo, há um caso confirmado e cinco suspeitos, com a operação de saúde em andamento.
A hantavirose é uma infecção viral rara que pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, com sintomas parecidos aos da gripe no começo, como febre e mal-estar, progredindo às vezes para falência cardíaca. Os roedores silvestres atuam como reservatórios naturais do vírus.
Transmissão e sintomas
O vírus costuma chegar ao ser humano pela inalação de aerossóis contaminados com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Também pode ocorrer contato com mucosas ou, de forma rara, transmissão pessoa a pessoa. Os primeiros sintomas aparecem entre 3 e 60 dias após a exposição.
Na fase cardiopulmonar, há dificuldade respiratória, respiração rápida e queda da pressão. Em alguns casos, pode haver síndrome renal grave. O diagnóstico precoce depende de exames sorológicos (ELISA IgM) e, em óbitos, de métodos adicionais como imunohistoquímica.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito por testes laboratoriais específicos logo após a suspeita. O hantavírus não possui tratamento específico nem vacina licenciada; o manejo é de suporte clínico, conforme a evolução do quadro. A doença é de notificação compulsória imediata.
Cenário internacional
A Organização Mundial da Saúde informou que um dos infectados está em terapia intensiva na África do Sul. Investigações epidemiológicas, testes laboratoriais e sequenciamento do vírus continuam em andamento.
Risco para o Brasil
Especialistas avaliam que, por ora, o hantavírus não representa risco imediato ao Brasil. Grupos como grávidas, idosos e crianças são mais vulneráveis, mas a população adulta em áreas rurais costuma ser mais atingida.
Com informações do Ministério da Saúde, OMS e Agência Brasil, o monitoramento permanece ativo e as autoridades acompanham os desdobramentos.
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